Rubio defende Europa forte em Munique! O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, enfatizou a necessidade de uma “Europa mais forte” na Conferência de Segurança de Munique. Alívio em Bruxelas após o discurso!
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, proferiu um discurso na Conferência de Segurança de Munique no sábado, enfatizando o desejo de Washington por uma “Europa mais forte”. O evento anual, considerado o principal fórum sobre segurança global, ocorreu em um momento de tensões recentes entre os aliados, incluindo questões relacionadas à Otan e à Groenlândia.
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Rubio destacou a “herança europeia” dos EUA e foi recebido com positividade pela plateia, apesar de reiterar críticas da Casa Branca à política migratória europeia e abordar o risco de “apagamento da civilização”, um tema recorrente em certos setores da política europeia. “Não buscamos a separação, mas sim revigorar uma antiga amizade e renovar a maior civilização da história da humanidade.
Queremos uma aliança revitalizada e queremos que a Europa seja forte”, afirmou o secretário de Estado.
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Rubio explicou que as guerras mundiais demonstram que “o destino da Europa e dos EUA está e sempre estará entrelaçado”, enfatizando conexões “espirituais” e “culturais” entre os aliados. No entanto, ele também deixou claro que Washington está preparado para agir de forma independente, mesmo que prefira fazê-lo em conjunto.
A fala buscou equilibrar a tradição de parceria com a Europa com a postura mais assertiva do governo Trump.
A fala de Rubio foi recebida com alívio por líderes europeus, que aguardavam o pronunciamento com cautela após o discurso do vice-presidente JD Vance no ano anterior. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou ter se sentido “muito mais tranquila” após ouvir o secretário de Estado, enquanto o presidente da conferência, Wolfgang Ischinger, mencionou um “suspiro de alívio” da plateia.
No entanto, autoridades europeias alertaram que o discurso não muda a percepção de que o continente precisa fortalecer sua autonomia.
Rubio fez críticas diretas às políticas climáticas europeias, que, segundo ele, “empobrecem nosso povo”, e ao livre comércio, responsabilizado por desindustrializar tanto a Europa quanto os EUA. Também criticou as políticas migratórias, alinhando-se ao discurso defendido pela extrema direita europeia.
O secretário de Estado, filho de pais cubanos e de ascendência espanhola, exaltou sua herança, mas condenou de forma contundente a imigração, defendendo o controle das fronteiras como um exercício de soberania. Além disso, criticou a ONU, apontando sua ineficácia em conflitos como os de Gaza e na Ucrânia, e no tráfico internacional de drogas.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, alertou que seria um erro “entrar na banheira da complacência”, defendendo que a Europa deve aprender a “se sustentar por conta própria”. Ursula von der Leyen reforçou a necessidade de autonomia europeia, mencionando desafios como regras digitais e ameaças de Trump de anexar a Groenlândia.
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