Marco Rubio tranquiliza aliados na Europa e muda o jogo da OTAN! Secretário de Estado aborda tensões e redefine o futuro da parceria com a Europa. Saiba mais!
A Casa Branca buscou amenizar as tensões com aliados na Europa, após surgirem rumores sobre uma possível mudança no posicionamento militar dos Estados Unidos no continente. Durante uma agenda diplomática em Bratislava, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, enfatizou o compromisso dos EUA com a OTAN.
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Em resposta a uma pergunta sobre especulações sobre a redução de tropas americanas na Europa, Rubio afirmou que os EUA mantêm “milhares e milhares” de militares em missões relacionadas à Aliança, classificando qualquer movimentação de tropas entre os países do bloco como “normal”.
O objetivo principal da declaração de Rubio era acalmar os ânimos. No entanto, a fala também transmitiu uma mensagem central da política externa do governo Trump: a era em que a Europa podia contar automaticamente com o apoio dos EUA está chegando ao fim.
Rubio ressaltou que Washington não considera o fortalecimento militar europeu como uma ameaça, e até mesmo o vê como positivo, com aliados tendo mais capacidade.
Rubio reiterou a intenção dos EUA de uma Europa menos dependente da proteção americana, negando qualquer intenção de que a Europa se torne um “vassalo” dos Estados Unidos. A declaração reflete uma mudança fundamental na relação dentro da OTAN, onde o tratado continua, mas o “contrato psicológico” – a expectativa de que os EUA assumam a responsabilidade pela segurança europeia – está mudando.
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Para os governos europeus, o principal obstáculo não é apenas o investimento em defesa. Construir capacidade militar real exige tempo, envolvendo a indústria de defesa, produção de munição, logística, treinamento e integração entre exércitos.
Além disso, a Europa ainda enfrenta divergências internas sobre prioridades de segurança, com alguns países dando mais peso à ameaça russa e outros à instabilidade no Mediterrâneo e à questão migratória.
O maior risco, neste momento, não é a dissolução formal da OTAN. O risco é a percepção de unidade se enfraquecer, o que pode afetar a dissuasão. Para Moscou, não seria necessário que os EUA saíssem do bloco, bastaria que o compromisso parecesse politicamente menos confiável.
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