Mar Vermelho em Crise: Ataques a Cabos Submarinos Ameaçam a Internet Global!

Guerra no Irã ameaça internet global! Interrupções em cabos submarinos do Mar Vermelho geram pânico. O que acontece se a internet cair? Saiba mais

23/03/2026 3:58

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(Imagem de reprodução da internet).

A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já dura três semanas, levanta preocupações significativas sobre a estabilidade da internet global. Grande parte do tráfego de dados do mundo – mais de 90% – passa por cabos submarinos na região do Mar Vermelho, e qualquer interrupção nessas estruturas teria consequências em todo o planeta.

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A situação é complexa, com múltiplos cabos submarinos cruzando a área, conectando a Europa, a Ásia e a África.

Cabos Submarinos e Vulnerabilidades

O estreito de Ormuz é igualmente crucial, abrigando sistemas de cabos vitais, incluindo os pertencentes à , à , à e à . Esses cabos conectam os principais centros de dados construídos no Golfo por gigantes como Amazon, Microsoft e Google, que atendem a bilhões de usuários em todo o mundo.

A fragilidade desses cabos é um fator de risco, pois podem ser danificados por minas navais, âncoras ou, como tem ocorrido, por ações militares diretas.

Interrupções e Projetos em Risco

Em 2025, o rompimento de um cabo submarino na região já causou interrupções nos serviços de internet na Índia, no Paquistão e em países do Oriente Médio, após um navio comercial ter arrastado sua âncora e cortado vários cabos. A situação atual intensifica essas preocupações, especialmente com o projeto 2Africa, um sistema de cabos submarinos planejado com 45.000 km de extensão, que visa expandir a conectividade na África e no Golfo.

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A Meta também tem planos para construir um novo cabo, o , que contornará o Oriente Médio para conectar os EUA, a Índia, a África do Sul e o Brasil.

Desafios e Possíveis Soluções

A situação no Mar Vermelho tornou praticamente impossível para navios de reparo realizarem a manutenção dos cabos submarinos. “Navios de cabos não vão operar em áreas onde há operações militares ativas, é muito arriscado”, disse Alan Mauldin, da TeleGeography, à Bloomberg.

Apesar dos desafios, especialistas apontam que o tráfego de internet pode ser redirecionado por outros cabos, incluindo rotas terrestres através de Omã e Arábia Saudita, garantindo, assim, uma maneira de manter a conectividade. No entanto, é provável que as velocidades de internet na região diminuam.

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