Em 18 de janeiro de 2026, manifestantes contrários ao regime iraniano realizaram um protesto na avenida Paulista, em São Paulo. O evento reuniu aproximadamente 44 pessoas, que iniciaram a caminhada a partir do vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), seguindo em direção ao bairro do Paraíso por volta das 13h.
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Durante o ato, os participantes exibiram bandeiras com o emblema do “Leão e do Sol”, um símbolo associado ao período imperial iraniano, antecedente à Revolução Islâmica de 1979.
Os manifestantes entoaram palavras de ordem em português, inglês e farsi, a língua oficial do Irã. Cartazes apresentavam mensagens como “Faça o Irã Grande Novamente”, uma referência ao slogan de campanha do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e “Fora Khamenei”, direcionado ao atual líder supremo iraniano.
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Um dos participantes carregou uma bandeira de Israel durante o protesto, considerando as relações entre o país e o regime de Teerã. A polícia iraniana reagiu às manifestações, utilizando armas de fogo e gás lacrimogêneo, conforme informações da Human Rights Activists News Agency.
Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025, impulsionados pela crise econômica do país, caracterizada pela desvalorização da moeda, inflação de 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores se uniram às manifestações, exigindo alívio econômico e reformas políticas e do sistema judiciário, além de criticando o governo do aiatolá Ali Khamenei.
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O aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, detém o poder desde 1989, liderando uma teocracia islâmica xiita com autoridade vitalícia. O regime, baseado na Sharia, impõe regulamentações como o uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e a necessidade de autorização marital para viagens internacionais.
A oposição iraniana é fragmentada, composta por grupos como a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo) e movimentos de protesto reprimidos, sem uma liderança unificada.
