Manifestantes Morrem e Feridos em Protestos no Paquistão e Iraque
Pelo menos nove pessoas perderam a vida e outras 34 ficaram feridas em Karachi, Paquistão, neste domingo, 1, após um protesto que se transformou em confronto com forças de segurança. O ato ocorreu em resposta à divulgação de ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, conforme declarado por Ali Khamenei.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
De acordo com o porta-voz do governo local, Sukhdev Assardas Hemnani, os manifestantes romperam a segurança do consulado americano, incendiando um veículo e entrando em confronto direto com a polícia.
A agência internacional Reuters informou que agentes de segurança do consulado abriram fogo durante o incidente. O Hospital Civil de Karachi confirmou que todas as vítimas foram atingidas por disparos de arma de fogo. Autoridades paquistanesas asseguraram que os funcionários do consulado americano estão em segurança.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Protestos e Repressão em Bagdá
Paralelamente, em Bagdá, no Iraque, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral para dispersar centenas de manifestantes pró-Irã que se concentraram do lado de fora da Zona Verde, onde está localizada a embaixada dos Estados Unidos.
Testemunhas da Reuters relataram que os manifestantes tentaram se aproximar do enclave diplomático antes de serem contidos pelas forças de segurança.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Escalada de Tensão e Medidas de Segurança
A situação no Paquistão e no Iraque, ambos concentrando as maiores populações xiitas do mundo após o Irã, contribuiu para a mobilização de protestos em apoio a Teerã após os recentes ataques. Em outras cidades do Paquistão, como Lahore e Skardu, houve protestos com ações como o incêndio de um prédio que abrigava um escritório da Organização das Nações Unidas em Skardu, sem registros de feridos.
Em Lahore, a polícia dispersou grupos que se concentraram nas proximidades do consulado dos Estados Unidos. Na capital Islamabad, autoridades bloquearam acessos à Zona Vermelha, onde estão localizadas missões diplomáticas e o Parlamento.
Fontes diplomáticas indicam que representações ocidentais no país reforçaram seus protocolos de segurança e restringiram o deslocamento de funcionários diante da crescente tensão regional.
