Manifestantes invadem Zona Azul na COP30; segurança e ONU atuam em confronto. Partida da Marcha Global pela Saúde e Clima causa tumulto na COP30 em 2025.
Na noite de terça-feira, 11 de novembro de 2025, ocorreu um incidente na Zona Azul, local que abriga as salas de negociação da Conferência sobre o Clima (COP30). Manifestantes bloquearam a saída de pessoas credenciadas para acessar a área, onde a entrada é restrita a quem possui credencial emitida pela Organização das Nações Unidas (ONU).
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A situação gerou confronto entre os manifestantes e a segurança presente no local.
Um grupo que participava da Marcha Global pela Saúde e Clima se separou da marcha principal e avançou em direção à entrada da Zona Azul. A área é de acesso exclusivo a negociadores, jornalistas e diplomatas. Parte dos manifestantes eram indígenas da região do Tapajós e membros do coletivo Juntos.
Muitos dos participantes usavam camisetas com a marcação do Partido Socialista Brasileiro (PSOL).
O termo “Ocupa COP” foi utilizado em plataformas de mídia social após o ocorrido. Reações nas redes sociais incluíram declarações como “a esquerda invadiu e quebrou parte da COP 30” e “a própria esquerda destruindo a colônia de férias da esquerda”.
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O governo federal, representado por um membro do Partido dos Trabalhadores (PT), solicitou o envio de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para permitir o patrulhamento das Forças Armadas durante a COP30. Um veículo blindado foi estacionado nos pontos de bloqueio nas ruas que dão acesso à Zona Azul.
A Organização das Nações Unidas (ONU), responsável pela segurança da Zona Azul, informou que as portas danificadas estão sendo reparadas e deverão ser reabertas às 7h da manhã de quarta-feira, 12 de novembro de 2025.
Participantes relataram o fechamento dos portões, ordens de evacuação e a atuação intensa da segurança no local. Para evitar o conflito, foram estabelecidos desvios para que os participantes que desejavam deixar o local no horário pudessem utilizar um acesso lateral.
A organização da conferência informou que a Marcha Global pela Saúde e pelo Clima, que integrou diversas organizações, movimentos sociais e representantes de diferentes territórios, cobrou justiça e ações concretas diante da crise ambiental.
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