Manifestantes em Teerã culpam EUA e Israel por distúrbios no Irã

Manifestantes em Teerã defendem interferência EUA e Israel nos distúrbios. Contra-protesto em Teerã com foco em causas dos distúrbios.

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(Imagem de reprodução da internet).

Contra-protestos em Teerã: Manifestantes Iranianos Enfatizam o Papel de Forças Estrangeiras nos Distúrbios

Em meio aos protestos generalizados que eclodiram em várias cidades do Irã, incluindo Teerã, contra a crise econômica, contra-manifestantes pró-governo realizaram contra-protestos significativos. Esses manifestantes, presentes em um contra-protesto na segunda-feira (12), expressaram reconhecimento das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país, mas simultaneamente defenderam a narrativa oficial de que interferências externas, especificamente dos Estados Unidos e de Israel, são a principal causa dos distúrbios.

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Um dos manifestantes, que preferiu não ser identificado para a Reuters, declarou: “Acredito que (os protestos) foram, em geral, uma trama dos Estados Unidos e de Israel, mas as pessoas realmente têm questões que precisam ser ouvidas”. A declaração reflete uma estratégia comum adotada pelas autoridades iranianas para desviar a atenção das críticas à gestão econômica e direcionar a culpa para atores externos.

Outro participante do contra-protesto admitiu a existência de uma “inflação excessiva” no Irã. Apesar dessa admissão, o manifestante reafirmou seu apoio ao governo, afirmando: “Dito isso, estou aqui, participando, para defender meu país”.

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Essa postura demonstra a determinação de setores da população em apoiar a continuidade do regime, mesmo diante das críticas.

Os manifestantes pró-governo também enfatizaram a necessidade de diálogo e transparência. Um terceiro participante declarou: “O primeiro passo é falar com determinação sobre as possíveis soluções”. Adicionalmente, o manifestante ressaltou: “O próximo passo é responder às objeções legítimas que nós, o povo, temos em relação ao estado da economia.

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Falar com o povo e responder a eles com honestidade”. Essa abordagem visa legitimar a posição do governo e buscar uma resolução para a crise econômica.

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