Manifestantes em São Paulo exibem símbolos anti-Khamenei e bandeira de Israel

Manifestantes em São Paulo protestam contra o regime iraniano, exibindo símbolos do período imperial e criticando Khamenei. A ação na Paulista reuniu cerca de 44 pessoas

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(Imagem de reprodução da internet).

Em 18 de janeiro de 2026, manifestantes contrários ao regime iraniano realizaram um ato na avenida Paulista, em São Paulo. O protesto reuniu aproximadamente 44 pessoas, que iniciaram a caminhada a partir do vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), seguindo em direção ao bairro do Paraíso por volta das 13h.

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Durante o evento, os participantes exibiram bandeiras com o emblema do “Leão e do Sol”, um símbolo associado ao período imperial iraniano, antecedente à Revolução Islâmica de 1979.

Além das bandeiras, os manifestantes carregavam fotografias de Reza Pahlavi, filho do último Xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, que governou o país de 1941 até a Revolução Islâmica. Cartazes com mensagens como “Faça o Irã Grande Novamente”, em referência a um slogan de campanha de um presidente dos Estados Unidos, e “Fora Khamenei”, direcionado ao atual líder supremo iraniano, foram exibidos durante o protesto.

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Um dos manifestantes portava uma bandeira de Israel, em um contexto de relações entre o país e o regime de Teerã. A situação também se insere no contexto dos protestos que ocorrem no Irã desde 28 de dezembro de 2025, motivados pela crise econômica do país, marcada pela desvalorização da moeda, inflação de 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais.

Comerciantes e trabalhadores se uniram aos manifestantes, exigindo alívio econômico e reformas políticas e do sistema judiciário, além de criticando o governo do aiatolá Ali Khamenei.

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O Irã reagiu aos protestos, utilizando armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimí-los, conforme informações da Human Rights Activists News Agency. O aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, que está no poder desde 1989, classificou os manifestantes como “sabotadores”.

O regime iraniano, baseado na Sharia, impõe restrições como o uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e a necessidade de autorização marital para viagens internacionais.

A oposição iraniana é fragmentada, composta por diferentes grupos, incluindo a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos. A falta de uma liderança unificada representa um desafio para a oposição.

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