Manifestantes em Brasília reclamam de alojamento precário na Marcha das Mulheres Negras. Experiências negativas e condições inadequadas chocam participantes
Manifestantes de Santa Catarina que participaram da Marcha Nacional das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver em Brasília (DF) relataram experiências negativas com o alojamento fornecido pela organização do movimento. A manifestação, que ocorreu na 3ª feira (25.nov.2025), gerou indignação entre os participantes.
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De acordo com relatos divulgados nas redes sociais, o local de alojamento, denominado Granja do Torto, consistia em um espaço semelhante a um estábulo com piso de lona, serragem e colchões. “Estamos nos acomodando nesse espaço, colocando colchões, pessoas idosas, crianças, portadoras de comorbidades estão tendo que dormir nesse tipo de espaço”, declarou Ary Ramos, uma das manifestantes, em um vídeo que circulou nas redes sociais.
A situação, segundo os participantes, foi agravada pela presença de moscas e pela falta de higiene.
A indignação se intensificou com a revelação de que um antigo moinho de açúcar, coberto por lonas pretas, foi utilizado como um elemento simbólico na manifestação. A estrutura, que lembrava um trauma histórico, foi erguida como um símbolo da violência e da exploração sofridas pelos povos africanos escravizados no Brasil. “É a materialização de um trauma histórico, um vulto que emerge no meio do gramado para lembrar tudo aquilo que o Brasil insiste em enfeitar, mas jamais reparar”, afirmaram os manifestantes.
O Comitê Nacional da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver se solidarizou com as mulheres que passaram por “experiências difíceis vividas”, informando que recebeu os relatos em 24 de novembro e que interveio na intenção de acolher a todas.
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No entanto, a organização não detalhou as medidas tomadas para solucionar o problema.
A manifestação, que reuniu cerca de 300 mil mulheres negras de diversas partes do mundo, foi marcada por desafios logísticos e de infraestrutura. A chuva intensa e a falta de energia e água também contribuíram para a situação. Apesar dos obstáculos, os participantes enfatizaram a importância da mobilização e da luta por justiça e igualdade racial.
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