Em Belém, manifestantes exibiram caixões com as inscrições “petróleo”, “carvão” e “gás” durante a cúpula climática COP30 das Nações Unidas. Paralelamente, negociadores se reuniam na cidade amazônica.
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Obstáculos na Transição Energética
Apesar do esforço para definir um plano de afastamento dos combustíveis fósseis, a transição energética enfrenta desafios significativos. A demanda por eletricidade deve aumentar devido ao crescimento populacional e ao avanço da inteligência artificial, o que dificulta o cumprimento da meta de triplicar a energia limpa até 2030, estabelecida na COP28.
Necessidade de Investimento e Apoio Técnico
Países em desenvolvimento argumentam que precisam de mais recursos financeiros e apoio técnico para migrar para fontes de energia limpa. Bruce Douglas, presidente-executivo da Global Renewables Alliance, destacou a importância de aumentar o investimento e a implantação de projetos energéticos.
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Desigualdade no Fluxo de Investimentos
Segundo Douglas, o capital está sendo investido em quantidades recordes, mas não está concentrado nos mercados que mais necessitam. Apenas uma parcela dos investimentos em energia limpa vai para economias emergentes e em desenvolvimento, com uma proporção ainda menor na África, onde milhões de pessoas não têm acesso à energia.
Desafios Específicos na África
Negociadores, como Urielle Nsenda da República Democrática do Congo, ressaltam a necessidade de dados e informações específicas para o desenvolvimento de projetos de energia renovável. A RDC, por exemplo, possui potencial hidrelétrico, enquanto outros países africanos buscam expandir a energia solar.
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Conclusão
A transição energética exige adaptação e colaboração global, com foco no apoio aos países em desenvolvimento para garantir uma mudança justa e eficaz na produção de energia.
