Manifestação Contra Banco Master em São Paulo
Em 22 de janeiro de 2026, manifestantes realizaram um ato em frente à sede do Banco Master, na avenida Faria Lima, em São Paulo. O protesto foi organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e visava exigir mais transparência, apuração e responsabilização em relação a denúncias envolvendo a instituição financeira.
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O principal alvo da manifestação era o fundador do banco, Daniel Vorcaro, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que atuava como relator do caso. Inicialmente, a expectativa era de que cerca de 500 pessoas participassem do ato, mas o número superou as estimativas iniciais.
Devido à manifestação, o prédio do Master foi cercado por tapumes e a fachada foi coberta por lonas plásticas.
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Durante o protesto, os manifestantes entoaram palavras de ordem como “Fora Dias Toffoli”, “Fora Banco Master” e “Ei, Vorcaro, cadê a delação?”. Houve também xingamentos direcionados ao ministro e ao banqueiro, além de pedidos por impeachment de Alexandre de Moraes, ministro do STF.
A mobilização ocorreu em meio à crescente mobilização no Congresso Nacional para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.
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O senador (Novo-CE) divulgou, na quarta-feira (21.jan.2026), que o requerimento já reunia 42 assinaturas, número superior ao mínimo exigido para a instalação da comissão. O coordenador do MBL e pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, afirmou ao Poder360 que o movimento busca ampliar o alcance do protesto, com foco também no público jovem.
Santos afirmou ainda que o movimento, iniciado para que Toffoli deixe a relatoria do caso, entende que a pressão popular é necessária para que seja designado um novo relator do STF.
Os críticos alegam que Toffoli mantém vínculos políticos e institucionais anteriores com partes interessadas no desfecho da ação, além de já ter se manifestado publicamente, em outras ocasiões, sobre temas centrais relacionados ao processo. Para os manifestantes, esses fatores comprometem a isenção exigida de um magistrado do STF, motivo pelo qual defendem sua saída do caso para garantir a neutralidade e a credibilidade do julgamento.
O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, também analisa o pedido para declarar a suspeição do ministro.
A vereadora de São Paulo (União Brasil) também participou do ato. Afirmou que o episódio não se trata de um caso isolado. “É uma falha estrutural. Nesse caso, envolve absolutamente tudo. Vai desde ministros até vereadores”, disse, sem citar nomes.
Segundo ela, parte da população afetada pelas supostas irregularidades sequer tem conhecimento da situação. Questionada sobre o objetivo central do ato, Vettorazzo afirmou que a manifestação busca chamar a atenção da sociedade. “Se não houver uma grande pressão popular, isso infelizmente vai acabar em pizza”, disse.
Sobre a expectativa em relação às autoridades, a vereadora afirmou que o grupo cobra o avanço das investigações. “Queremos que a apuração não caia na mão de pessoas envolvidas no caso e que seja feita sem ministros e juízes que tenham relação com os fatos”, disse.
Além de Santos e Vettorazzo, o deputado estadual de São Paulo (União Brasil) também esteve no ato. Os políticos discursaram e reforçaram as cobranças por avanço das investigações e responsabilização dos envolvidos no caso Banco Master.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli autorizou o acesso das defesas aos autos da investigação. Parte dos depoimentos será colhida por videoconferência.
Informações Adicionais
O Poder360 divulgou um vídeo (43s) com a investigação do Banco Master. Além disso, o ministro Dias Toffoli autorizou o acesso das defesas aos autos da investigação. O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, também analisa o pedido para declarar a suspeição do ministro.
