Mamonas Assassinas: Um Legado Exumido e Transformado
Na segunda-feira, 23 de março de 2026, os corpos dos cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas serão removidos de seus túmulos. A decisão, fruto de um acordo entre as famílias dos músicos, marca o fim de um ciclo após quase três décadas do trágico acidente aéreo que ceifou a vida da banda, um ícone do “rock cômico” brasileiro.
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Após a decisão, os corpos de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli serão exumados. As famílias optaram por um destino singular: transformar seus restos mortais em adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, a cidade onde a banda alcançou seu maior sucesso.
Os Mamonas Assassinas, fenômeno musical nos anos 90, conquistaram o país com letras irreverentes como “Brasília Amarela”, “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos”. Seu único álbum, lançado em junho de 1995, rapidamente se tornou um sucesso, vendendo 1,8 milhão de cópias nos oito meses seguintes.
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O total de vendas alcançou 3 milhões de cópias, consolidando a banda como um dos maiores sucessos da música nacional.
O trágico acidente aéreo, ocorrido em 2 de março de 1996, envolveu o jatinho Learjet 25D, prefixo PT-LSD, que retornava de um show em Brasília. A aeronave colidiu na Serra da Cantareira, próximo a São Paulo, resultando na morte de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec, Sérgio Reoli, o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.
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A magnitude do impacto e a perda de tantas vidas marcaram profundamente a história da música brasileira.
O velório, realizado no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos, atraiu cerca de 30 mil pessoas. O cortejo até o cemitério Parque das Primaveras reuniu mais de cem mil pessoas. No local, cerca de 500 pessoas acompanharam o enterro dos cinco integrantes da banda, juntamente com Isaac Souto, que foram sepultados em um mesmo túmulo.
A cerimônia, que durou pouco mais de 40 minutos, incluiu um “Parabéns a você” em homenagem a Dinho, que teria completado 25 anos de idade naquele dia, 4 de março de 1996.
