Magda anuncia conversão da RPR em biorrefinaria com investimento de R$ 6 bilhões. A Petrobras, Braskem e Ultrapar controlam a unidade em Rio Grande (RS).
A presidente da Petrobras, Magda, anunciou nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, que a estatal converterá a Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR) em uma biorrefinaria. A mudança está prevista para o segundo semestre de 2026. O investimento total para a transformação é estimado em R$ 6 bilhões, conforme declarado pela executiva durante um evento de assinatura de contrato da Petrobras para a construção de navios, realizado em Rio Grande (RS).
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A Refinaria de Petróleo Riograndense, inaugurada em 1937, é uma das unidades mais antigas de refino do Brasil. Com capacidade de produção de aproximadamente 17 mil barris por dia, a RPR atualmente produz gasolina, diesel, GLP (gás liquefeito de petróleo) e nafta petroquímica, atendendo tanto ao mercado consumidor quanto à indústria local.
A RPR é controlada por um consórcio que inclui Petrobras, Braskem e Ultrapar. A unidade tem se destacado como um polo de inovação no setor energético brasileiro.
A refinaria está passando por um processo de transformação para se tornar uma biorrefinaria, com o objetivo de produzir combustíveis a partir de matérias-primas 100% renováveis, como óleos vegetais.
A Petrobras e a Transpetro assinaram contratos para a construção de novas embarcações no âmbito do Programa Mar Aberto. A cerimônia ocorreu em Rio Grande (RS) e contou com a presença do presidente (PT).
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O investimento total do programa é de R$ 2,8 bilhões. A construção inclui 5 navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, visando renovar e ampliar a frota do Sistema Petrobras.
Os navios gaseiros serão construídos pelo Estaleiro Rio Grande (RS) e serão destinados ao transporte de GLP e derivados. Haverá 5 embarcações pressurizadas, com capacidades de 7 mil m³ (3 unidades) e 14 mil m³ (2 unidades), expandindo a frota da Transpetro de 6 para 14 unidades e triplicando a capacidade de transporte.
As barcaças serão construídas pelo estaleiro Bertolini, no Amazonas, e os empurradores pela Indústria Naval Catarinense, em Santa Catarina (SC). A previsão de entrega da primeira unidade de navio gaseiro é de 33 meses após o início da construção, com novas entregas a cada 6 meses.
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