Um incidente envolvendo a captura do presidente Nicolás Maduro, na madrugada de sábado, gerou reações em diversas cidades ao redor do mundo. Manifestações ocorreram em locais como Caracas, Bogotá, Lima, Quito e Madrid, com a participação de venezuelanos que residem em diferentes países, incluindo aqueles que migraram em busca de melhores condições de vida.
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A situação também envolveu a primeira-dama, Cilia Flores, que também foi capturada.
O governo dos Estados Unidos anunciou a intenção de administrar a Venezuela até que uma transição segura e criteriosa possa ser realizada. O presidente Donald Trump declarou que empresas americanas assumirão o controle do setor de petróleo, que possui as maiores reservas do mundo.
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A ação visa, segundo o governo, garantir uma transição adequada para o país.
A agência de notícias Reuters reportou atos de celebração por parte de venezuelanos em diversos países latino-americanos e na Espanha. Em cidades como a Cidade do México, manifestantes pró e contra a ação militar norte-americana se reuniram em frente às embaixadas de Venezuela e dos Estados Unidos, buscando expressar suas opiniões sobre a situação.
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A polícia interveio para evitar conflitos entre os grupos.
De acordo com dados da plataforma R4V, um grupo de ONGs regionais que presta assistência a migrantes e refugiados da Venezuela, cerca de 20% da população do país deixou a Venezuela desde 2014. Destinos populares incluem a Colômbia (com 2,8 milhões de venezuelanos) e o Peru (com 1,7 milhão). Indivíduos como Andrés Losada, que reside na Espanha há três anos, expressou esperança em relação à situação, acreditando que a intervenção pode levar à liberdade.
Em Quito, capital do Equador, a venezuelana Maria Fernanda Monsilva manifestou o desejo de que Edmundo González, principal candidato da oposição na eleição de 2024, assuma o poder. Em Caracas, uma manifestação repudiou a intervenção americana, com o venezuelano José Hernandez classificando a operação como criminosa. A situação também gerou críticas sobre a ação dos Estados Unidos, com acusações de “extrair” ou “roubar” recursos de outros países.
