Nova Délhi – O presidente francês, Emmanuel Macron, convidou formalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para participar do encontro do G7, agendado para junho em Evian-les-Bains, na França. A reunião bilateral entre os dois líderes ocorreu nesta quinta-feira, 19, durante a visita de Lula à Índia, onde ambos participaram de uma organização promovida pelo governo do primeiro-ministro Narendra Modi.
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Discussões sobre Defesa e Indústria
Durante o encontro, os presidentes abordaram potenciais colaborações no setor de defesa, com a fabricação de helicópteros e submarinos sendo temas centrais. Em julho do ano passado, o Brasil e a França já haviam assinado uma carta de intenção para transformar a Helibras, localizada em Itajubá (MG), em um polo de produção e exportação do modelo de helicóptero H145, conhecido por sua tecnologia avançada e uso em missões civis e militares.
O investimento previsto para a produção de até 200 unidades ao longo de 15 anos é estimado em R$ 1 bilhão, com foco nos mercados nacional e internacional. Além disso, a Marinha Brasileira concluiu, em setembro de 2025, um contrato com a Naval Group, um grupo francês, para dois projetos relacionados ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que tem uma longa parceria com o Brasil desde 2008, envolvendo a construção de submarinos convencionais e um submarino nuclear.
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Cooperação na Indústria da Saúde
A conversa também incluiu discussões sobre possíveis investimentos e colaborações na indústria da saúde. A Embraer também esteve presente nas conversas, indicando um interesse mútuo em explorar sinergias nesse setor.
Sem Discussões sobre o Acordo Mercosul-UE
Durante o encontro, não houve menção ao acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A França tem sido um dos principais opositores do acordo, com receios de perda de competitividade devido à abertura do mercado. Protestos e manifestações, liderados pela Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores (FNSEA), têm sido frequentes, com a alegação de que os produtos do Mercosul não atendem aos padrões regulatórios e ambientais exigidos.
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Apesar da oposição, a Comissão Europeia estima um aumento de 50% nas exportações agroalimentares do bloco para os países sul-americanos, impulsionado pela redução de tarifas em produtos como vinhos, chocolate e azeite.
