Macron acusa EUA de desrespeitar normas internacionais e critica “novo colonialismo”. Presidente francês critica atuação dos EUA e da ONU.
O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou nesta quinta-feira (8) que os Estados Unidos estão “desrespeitando as normas internacionais” e “se distanciando progressivamente” de alguns aliados, em um cenário diplomático marcado por uma crescente “agressividade neocolonial”.
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As declarações foram proferidas durante seu tradicional discurso aos embaixadores franceses, realizado após o ataque dos EUA e a captura de Nicolás Maduro na Venezuela.
Macron enfatizou que “Os Estados Unidos são uma potência consolidada, mas estão se distanciando progressivamente de alguns de seus aliados e desrespeitando as normas internacionais que ainda promoviam até recentemente”, durante o pronunciamento no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.
O presidente francês criticou o funcionamento das instituições multilaterais, observando uma “verdadeira tentação de dividir o mundo” entre grandes potências. Macron expressou oposição ao que ele considera um “novo colonialismo” e um “novo imperialismo”.
A França celebrou o fim da “ditadura de Maduro”, mas o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, declarou na terça-feira que a operação militar dos EUA é “ilegal” e “contrária à Carta das Nações Unidas”.
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Em meio a essa conjuntura, Macron defendeu que a União Europeia deve proteger seus interesses e propôs a “consolidação” da regulamentação europeia do setor tecnológico, que tem enfrentado críticas dos Estados Unidos. Além disso, o presidente francês defendeu a aceleração da agenda de preferências comerciais europeias.
A França, que atualmente preside o G7, buscará promover uma “reforma da governança global”, conforme assegurado aos embaixadores. Macron também fez um apelo para que “os grandes países emergentes que desejam participar” se unam a esse objetivo.
Macron já havia defendido uma reforma do Conselho de Segurança da ONU, com a inclusão de potências emergentes, e expressou seu apoio à inclusão do Brasil como membro permanente desse órgão.
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