Presidente Lula visita Panamá para fortalecer acordos econômicos e comerciais. Reuniões com José Raúl Mulino e participação no Fórum Econômico da América Latina
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou na terça-feira, 27 de janeiro de 2026, em direção ao Panamá, para uma visita oficial de dois dias. O objetivo principal da viagem é fortalecer acordos econômicos e comerciais, além de aproximar o país centro-americano do Mercosul e facilitar investimentos bilaterais.
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A agenda do presidente inclui reuniões com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, e participação no Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe, organizado pela Corporação Andina de Fomento (CAF).
Esta é a primeira visita de Lula ao Panamá durante seu atual mandato. Os dois presidentes já se encontraram cinco vezes desde 2023. A agenda inicial prevê um encontro bilateral na quarta-feira, 28 de janeiro, seguido da abertura do Fórum Econômico.
A secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, Gisela Padovan, destacou que a aproximação com o Panamá é inédita e abre caminho para negociações comerciais.
O Fórum Econômico da América Latina e do Caribe, organizado pela CAF, busca se consolidar como uma espécie de “Davos da América Latina”. O presidente Lula não participará do evento na Suíça, priorizando o foco na região latino-americana. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, do Brasil, também estará presente.
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O Brasil é convidado de honra e Lula será o segundo orador do evento, conforme declarado pelo embaixador Alexandre Peña Ghisleni.
Durante o encontro, o governo brasileiro defende o diálogo mesmo diante de divergências com outros países da região. A diplomacia enfatiza que não se preocupa com a orientação política dos governos da América Latina. O Itamaraty considera que não é necessário que o Brasil comente a questão no fórum, já que não é o foco principal, embora seja prerrogativa do presidente.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve assinar um acordo de cooperação e facilitação de investimentos. O documento estabelece regras para proteção de capital panamenho no Brasil e vice-versa. O Brasil possui um estoque de US$ 9 bilhões em investimentos no Panamá, sendo o 7º maior destino de capital brasileiro no exterior.
O intercâmbio comercial entre os dois países cresceu 78% no último ano, atingindo US$ 1,6 bilhão, impulsionado principalmente pelas exportações brasileiras de petróleo e derivados. A balança comercial é favorável ao Brasil, um ponto de atenção reconhecido pelo Itamaraty.
O Panamá comprou 4 aviões Super Tucano da Embraer nos últimos meses, tornando-se o 8º país latino-americano a utilizar a aeronave brasileira. Lula enviou ao Congresso Nacional um protocolo de adesão ao tratado de neutralidade do Canal do Panamá, que estabelece que o canal deve ser “aberto, seguro e neutro” para todos os navios.
O Brasil é o 15º maior usuário do Canal do Panamá, com cerca de 7 milhões de toneladas de exportações passando pela hidrovia anualmente.
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