CPI do INSS Aprova Quebra de Sigilos com Atrasos e Articulação
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizou, nesta quinta-feira (26 de fevereiro de 2026), a aprovação das quebras de sigilos fiscais e bancários de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente do PT.
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A reunião, que começou com um atraso de 1 hora e 30 minutos, ocorreu em meio a um protesto próximo à entrada da Câmara que dificultou o acesso dos integrantes da comissão, incluindo o relator da CPI, representando o União Brasil-AL.
Articulação Governamental e Votação em Bloco
A aprovação não foi isenta de intensa articulação da base governista, que buscou, inicialmente, retirar de pauta os pedidos de quebra de sigilo de Lula da Silva. A estratégia governamental se concentrou na aprovação de uma votação em bloco, onde todos os requerimentos são avaliados em conjunto, e não individualmente.
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Essa medida visava contornar a oposição do Centrão, que se opunha à votação de requerimentos relacionados a instituições bancárias, como Master, Santander, BMG, PicPay e C6 Consignado.
Reação e Suspensão da Sessão
Apesar da estratégia, a base governista sofreu uma derrota ao abrir para votação simbólica, onde cada requerimento é votado individualmente. Isso gerou uma discussão acalorada e uma paralisação da sessão, que foi suspensa. A situação demonstra a complexidade e a polarização da investigação da CPMI do INSS.
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Objetivos da Investigação
O objetivo da investigação, liderada pelo senador (PT-AP), líder do governo na Casa, é investigar possíveis irregularidades relacionadas a instituições financeiras e a figuras como o empresário Fabiano Zettel, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o senador (PL-RJ).
O senador enfatizou a necessidade de uma investigação abrangente e sem direcionamento, afirmando que “investigação de verdade não pode ser seletiva”.
