O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma medida de reciprocidade com a China, concedendo isenção de vistos para cidadãos chineses. Essa decisão foi tomada em resposta à isenção de vistos já implementada pela China, que entrará em vigor a partir de 1º de junho de 2025.
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A informação foi divulgada em conversa telefônica com o presidente chinês, Xi Jinping, na noite de quinta-feira (22).
Contexto da Reciprocidade
A isenção de vistos se enquadra no contexto da expansão da cooperação em áreas consideradas “fronteira do conhecimento”. A política de isenção chinesa já inclui 45 nações, abrangendo países da Europa, Japão, Coreia do Sul, Brasil, Argentina, Chile, Peru e Uruguai.
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Objetivo da Iniciativa
A medida visa facilitar o intercâmbio de pessoas entre a China e outras regiões, refletindo a aproximação da China com a América Latina e outros blocos econômicos. O Brasil, Argentina e Chile se destacam como algumas das maiores economias da região.
Diálogo Bilateral
O telefonema entre Lula e Xi Jinping durou aproximadamente 45 minutos. Durante a conversa, os presidentes discutiram o fortalecimento das relações bilaterais, especialmente após a visita de Xi Jinping ao Brasil e a formação da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China, com foco em um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, em novembro de 2024.
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Enfatizando a Cooperação Global
Os líderes destacaram as sinergias entre os projetos de desenvolvimento de seus respectivos países, em áreas como infraestrutura, transição ecológica e tecnologia. Lula também ressaltou o papel central do Brasil e da China na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio.
Ambos reafirmaram o compromisso com o fortalecimento das Nações Unidas como caminho para a defesa da paz e da estabilidade global.
Posicionamento da China
A agência de notícias estatal chinesa, a Xinhua, complementou a informação, afirmando que Xi Jinping enfatizou o compromisso da China em proteger os interesses do Sul Global e manter o papel central das Nações Unidas em um cenário internacional desafiador.
A Xinhua também destacou o desejo da China de continuar sendo uma parceira estratégica para os países da América Latina e do Caribe, buscando um futuro compartilhado.
