Lula tem reunião com republicano e não fecha acordo na viagem. Leia na Poder360.
Em 24 de outubro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na capital da Malásia, Kuala Lumpur. O objetivo principal da reunião, que ocorreu em um contexto de tensões comerciais entre os dois países, era explorar possíveis acordos comerciais e discutir a revisão das tarifas de 50% impostas às exportações brasileiras para os Estados Unidos.
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A reunião foi marcada por declarações ambíguas de ambos os líderes, com Trump expressando otimismo sobre a possibilidade de um acordo, enquanto Lula enfatizava a complexidade da situação e a necessidade de negociações contínuas.
Durante o encontro, Lula solicitou a Trump uma revisão das tarifas, argumentando que elas prejudicavam a economia brasileira. Trump, por sua vez, não especificou quais demandas ele atenderia, deixando em aberto a questão das reduções de tarifas ou das possíveis punições a autoridades brasileiras.
A reunião também abordou a questão do nome de Jair Bolsonaro, que havia sido mencionado anteriormente, com Trump declarando que o ex-presidente “faz parte do passado da política brasileira”.
Após a reunião, Trump afirmou que a conversa com Lula foi “ótima” e que ele “garantiu” que haveria acordo, embora não detalhasse os termos. Lula, por outro lado, ressaltou que a situação era complexa e que a negociação exigiria “conversas pessoais” com Trump, através de seus telefones.
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A jornalista Raquel Krähenbühl, da GloboNews, questionou sobre a inclusão de Bolsonaro nas discussões, recebendo a resposta de que “não é da sua conta”.
Lula também se reuniu com outros líderes mundiais, incluindo o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Durante a viagem, Lula fez declarações sobre a necessidade de “livre comércio” e a importância de “instrumentos de governança global”.
Ele também discutiu a possibilidade de parcerias com a Indonésia, visando o uso do real e da rúpia indonésia. Em um momento, Lula afirmou que Trump o considerava “nada praticamente”.
A reunião entre Lula e Trump em Kuala Lumpur, embora marcada por declarações ambíguas, representou um esforço para estabelecer um diálogo entre os dois países em um contexto de tensões comerciais. A complexidade da situação e a necessidade de negociações contínuas sugerem que a busca por um acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos ainda está em andamento.
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