Luiz Inácio Lula e Ursula von der Leyen discutem acordo comercial com a União Europeia no Paraguai. Reunião nesta sexta-feira (16) no Rio de Janeiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberá nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O encontro antecede a assinatura do acordo comercial, agendada para o sábado, 17 de janeiro de 2026, no Paraguai.
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Durante a reunião, os líderes discutirão os próximos passos do tratado.
O presidente Lula não viajará ao Paraguai. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representará o Brasil na assinatura do acordo, que ocorrerá em nível ministerial.
A conclusão do acordo era um dos principais objetivos de Lula na política externa durante seu mandato. O governo acelerou a finalização do tratado no período em que o Brasil exerceu a presidência rotativa do Mercosul, encerrada em dezembro de 2025.
Houve articulações diretas com líderes europeus e o governo reforçou o discurso ambiental como forma de superar resistências internas na União Europeia.
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A assinatura do acordo ocorreu com a aprovação de uma maioria qualificada de Estados-membros da UE. França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria manifestaram oposição. A Bélgica se absteve. Após a assinatura, o texto precisará ser ratificado pelos parlamentos nacionais dos países envolvidos, um processo que pode levar meses até a entrada em vigor definitiva.
Durante a tramitação, existe a possibilidade de aplicação provisória de certas partes do acordo, principalmente aquelas relacionadas à redução de tarifas. O Planalto espera que o tratado entre em vigor logo, considerando o ano eleitoral. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defende “redobrar a aposta na cooperação internacional”.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), da Frente Parlamentar da Agropecuária, avalia que o acordo “não foi o acordo dos sonhos, mas o possível”, e aponta “ameaças injustas” ao agronegócio brasileiro devido a novas salvaguardas impostas pela UE.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a entrada em vigor no Brasil não depende da ratificação dos demais países do Mercosul, e que o país pode internalizar o acordo de forma independente.
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