Presidentes Discutem Crise na Venezuela e Condenação à Intervenção Militar
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou conversas telefônicas nesta quinta-feira, 9 de janeiro de 2026, com o presidente colombiano Gustavo Petro e o primeiro-ministro canadense Mark Carney, em relação à situação na Venezuela. As ligações ocorreram após cinco dias da captura do presidente deposto Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por forças militares americanas em Caracas.
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Operação Militar e Preocupações Internacionais
A operação militar, conduzida sob a liderança do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), visava implementar três fases de um plano de transição de poder na Venezuela. Lula e Petro expressaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, considerando a ação uma violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e da soberania venezuelana.
Ambos enfatizaram que tal ação representa um precedente perigoso para a paz e a segurança regional, além da ordem internacional.
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Resolução Pacífica e Cooperação Regional
Os líderes concordaram que a resolução da crise na Venezuela deve ser alcançada exclusivamente por meios pacíficos, através de negociação e respeitando a vontade do povo venezuelano. Houve saudação ao anúncio da liberação de opositores ao regime de Maduro, um gesto considerado positivo no contexto da crise.
Lula informou a Petro que, a pedido da Venezuela, o Brasil enviará 40 toneladas de insumos e medicamentos, provenientes de um total de 300 toneladas arrecadadas, para reabastecer o estoque de produtos e soluções para diálise em um centro de abastecimento afetado pelos bombardeios de 3 de janeiro.
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Multilateralismo e Relações Bilaterais
Lula e Sheinbaum (Planalto) rejeitaram uma visão “ultrapassada do mundo em zonas de influência” e reafirmaram o compromisso com o multilateralismo, o direito internacional e o livre-comércio. Os presidentes do Brasil e do México se comprometeram a manter a cooperação com a Venezuela para promover a paz, o diálogo e a estabilidade no país e na região.
Convite à Visita Oficial
Conforme divulgado pelo Planalto, Lula e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, condenaram o uso da força sem respaldo na Carta da ONU e no direito internacional. Os líderes concordaram sobre a necessidade de reformar as instituições de governança global.
Lula convidou Carney para uma visita oficial ao Brasil em abril, com o objetivo de fortalecer as relações bilaterais e o comércio entre os dois países. Sheinbaum também recebeu convite para visitar o Brasil, em data a ser definida pelas chancelarias.
