Governo reage à prisão de Bolsonaro: ministros usam redes sociais. STF condena ex-presidente e aliados por crime de organização criminosa.
Após orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que membros do governo não comentassem publicamente a detenção de Jair Bolsonaro, ministros Guilherme Boulos e Gleisi Hoffman utilizaram as redes sociais para se manifestar sobre o caso.
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A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais adotou uma postura mais cautelosa, elogiando a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo.
A ministra destacou que a prisão preventiva de Jair Bolsonaro segue os procedimentos legais, conforme observado pelo STF e pela Procuradoria-Geral da República. Ela enfatizou que cada etapa da ação penal contra a tentativa de golpe de Estado no Brasil foi conduzida com rigor institucional.
Em contrapartida, a ministra Gleisi Hoffman criticou diretamente Jair Bolsonaro, chamando-o de “chefe da organização golpista”. Ela ressaltou a importância da Justiça na democracia, afirmando que “a Justiça se cumpre”.
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, por sua vez, publicou uma mensagem mais celebratória, afirmando que a prisão de Bolsonaro é “um grande marco para a nossa história” e exclamando “Ditadura nunca mais”.
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A prisão do ex-presidente foi motivada pela “garantia da ordem pública”, segundo a Polícia Federal. A defesa de Bolsonaro havia solicitado que ele cumprisse a pena em casa, alegando que ele não teria condições físicas para ser encaminhado a um presídio comum, apresentando risco à sua vida.
A defesa também pretende recorrer da decisão, utilizando embargos infringentes ao STF.
Em 11 de setembro, por 4 votos a 1, os ministros do STF condenaram Jair Bolsonaro e sete aliados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
A maioria dos réus foi condenada a mais de 20 anos de prisão em regime fechado.
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