O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou sua viagem oficial à Ásia neste domingo, 15, acompanhado por um grupo de empresários, com o objetivo de impulsionar negociações cruciais para o agronegócio brasileiro. A missão inicial concentra-se em Índia e Coreia do Sul, marcando a quarta visita do presidente à Índia e a segunda durante seu atual mandato.
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O governo brasileiro busca ampliar o acesso do país a mercados asiáticos, reconhecendo o potencial significativo da região para o setor agrícola.
Foco Inicial na Índia e Coreia do Sul
Em Nova Deli, a capital da Índia, Lula e sua equipe iniciarão suas atividades a partir de 18. A principal prioridade é a abertura do mercado indiano para o feijão-guandu (Cajanus cajan), também conhecido como Arhar Dal ou Tur Dal. Este grão possui grande importância para a Índia devido às suas propriedades nutricionais, relevância agrícola e potencial econômico.
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O governo brasileiro espera que a abertura desse mercado contribua significativamente para o aumento das exportações brasileiras.
Diálogos em Andamento e Novas Oportunidades
Além do feijão-guandu, a agenda inclui discussões sobre genética animal, com foco em raças como Nelore e Brahman. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está implementando uma estratégia abrangente para ampliar e destravar mercados na Ásia, buscando novos parceiros comerciais.
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O secretário de Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, destaca o otimismo em relação ao avanço da pauta de negociações, mencionando países como Japão e China como alvos importantes.
Desafios e Perspectivas
Na Coreia do Sul, a retomada das negociações para a exportação de carne bovina enfrenta um impasse político interno. A exportação de carne suína é limitada à região de Santa Catarina, mas o governo busca expandir as áreas autorizadas, considerando estados livres de febre aftosa sem vacinação.
A uva também representa uma oportunidade, com tratativas em fase de aprofundamento técnico. O governo brasileiro também busca avançar em negociações sobre o DDG (grãos secos de destilaria) e outros produtos como miúdos suínos e bovinos, além de ampliar os embarques de feijão e arroz.
