Lula lidera em cenários de segundo turno, mas disputa eleitoral ainda é incerta. Flávio Bolsonaro ascende, e especialistas analisam pleito.
Com dez meses de antecedência das eleições presidenciais, as pesquisas eleitorais oferecem um panorama inicial, mas ainda incerto, sobre os rumos da disputa. As análises indicam que, embora a forma da eleição ainda esteja sendo definida, é possível identificar candidatos com potencial de crescimento e aqueles que enfrentam desafios significativos.
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As pesquisas divulgadas recentemente, conduzidas por Meio/Ideia e Genial/Quaest, refletem essa dinâmica.
Segundo dados da pesquisa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em cenários de segundo turno. Contudo, a avaliação do governo permanece em equilíbrio entre aprovação e desaprovação. A ascensão do senador Flávio Bolsonaro (PL) no campo da direita é notável, impulsionada pelo recall e pelo peso do sobrenome Bolsonaro.
Fabio Zambeli, diretor da Athos, agência de public affairs do Grupo In Press, destaca a importância da rejeição e da avaliação do governo como indicadores cruciais no início da campanha. Ele ressalta que esses dados ajudam a entender os limites e o potencial de crescimento das candidaturas.
Zambeli observa que a largada favorece aqueles com lembrança, enquanto a chegada exige reduzir a rejeição, ampliar o diálogo com o centro e garantir competitividade no segundo turno. Ele aponta que a capacidade de dialogar fora do núcleo ideológico mais conservador é um fator importante.
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Zambeli ainda comenta sobre a possível movimentação de outros nomes na disputa, especialmente diante da incerteza no campo da direita. Ele enfatiza que a definição do eleitorado, seja ele conservador, uma continuidade do bolsonarismo ou uma tentativa de ruptura, é fundamental.
Creomar de Souza, CEO da consultoria Dharma, interpreta as pesquisas como uma reafirmação da estratégia de Lula de ocupar o centro do campo progressista, garantindo um apoio base no mínimo de 40% e um teto de 50%. Ele acredita que, com as condições atuais, Lula é o favorito para o segundo turno, devido à sua capacidade de controle da máquina e carisma.
Creomar de Souza destaca a divisão clara entre lulopetistas e anti-lulopetistas, que se manifestará no segundo turno. Independentemente do nome do candidato adversário, este sempre terá um bom desempenho nesse cenário.
O analista questiona o tipo de direita que irá votar, seja ela conservadora, uma continuidade do bolsonarismo ou uma tentativa de ruptura. Ele acredita que, atualmente, não há uma alternativa competitiva ao Lula fora do guarda-sol do bolsonarismo.
Creomar de Souza conclui que a eleição poderá ser um “grande plebiscito sobre Bolsonaro, sua força e as interpretações da sociedade sobre ele”.
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