Lula inicia 2026 com agenda internacional focada em investimentos e reposicionamento do Brasil no cenário global, com foco na Ásia e Europa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia 2026 com uma agenda internacional focada na atração de investimentos, articulação política regional e reposicionamento do Brasil no cenário global, em um ano que também será eleitoral, com o petista buscando um quarto mandato.
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A primeira viagem do ano será ao Panamá, em 27 de janeiro, para participar da abertura do Foro Econômico Internacional da América Latina e Caribe, organizado pela CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe). O evento reunirá mais de 2.500 líderes regionais e globais, reforçando a agenda de integração econômica regional, já orientadora da política externa do governo Lula.
Antes da viagem, Lula telefonará ao presidente panamenho, José Raúl Mulino, para tratar da agenda do encontro e de uma reunião bilateral. Os temas a serem discutidos incluem comércio, investimentos e cooperação, após a adesão do Panamá como Estado associado ao Mercosul.
Também serão trocadas impressões sobre a situação na Venezuela e a importância da preservação da paz e da estabilidade na América Latina e no Caribe, além do fortalecimento da ONU (Organizações das Nações Unidas) e do direito internacional.
Em fevereiro, Lula planeja visitar a Índia e a Coreia do Sul, em uma missão comercial apoiada pela ApexBrasil. O objetivo é ampliar as exportações e atrair investimentos asiáticos. Em abril, o presidente viajará à Alemanha para participar da Feira de Hannover, um dos maiores eventos industriais do mundo, consolidando a presença do Brasil em debates sobre desenvolvimento, clima e multipolaridade.
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Diante do cenário internacional, com a retomada de uma política tarifária agressiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), Lula busca reposicionar o Brasil como um ator autônomo no tabuleiro internacional. A agenda do presidente visa priorizar a Ásia, mantendo interlocução com a Europa e com vizinhos latino-americanos.
O discurso oficial é de soberania econômica e diplomática, com a defesa de que o Brasil negocie com diferentes polos de poder.
Ao longo de 2026, Lula avaliará a participação em diversos encontros multilaterais. Possíveis agendas incluem a reunião do G7 em Évian-les-Bains, na França; a Assembleia-Geral da ONU em Nova York; a COP em Istambul, na Turquia; a cúpula do Brics na Índia e o encontro do G20 em Miami, nos Estados Unidos.
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