Lula fecha visita à Índia com pacote bilionário de investimentos e mira no futuro global

Lula fecha visita à Índia com pacote de investimentos bilionários! 🇮🇳🤝 Lula conclui agenda com acordos de US$ 1 trilhão com Adani, Tata e Birla. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Lula Conclui Visita à Índia com Pacote de Investimentos Bilionários

Nova Delhi – Após quatro dias de intensa agenda na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu sua visita neste domingo, 22, com a assinatura de um pacote de promessas de investimentos bilionários e a certeza de que a aproximação com o primeiro-ministro Narendra Modi pode impulsionar o comércio e os investimentos entre os dois países.

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A comitiva presidencial, que reuniu 11 ministros e mais de 300 empresários brasileiros, apresentou 11 acordos governamentais e 10 instrumentos entre empresas, abrangendo áreas como minerais críticos, saúde e tecnologia. Ao final da missão, Lula destacou que a visita representou “o marco de uma nova relação entre Brasil e Índia”, vinculando o movimento à estratégia de reposicionar o Brasil no cenário global.

Encontros Estratégicos com Gigantes da Economia Indiana

Durante a viagem, Lula se reuniu com diversos líderes empresariais indianos, incluindo Jeet Adani, diretor do conglomerado Adani; Natarajan Chandrasekaran, presidente do conselho do Tata Group; Vinod Sahay, CEO do grupo Mahindra; e Satish Pai, do grupo Aditya Birla.

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A avaliação é que o valor total das empresas presentes nas reuniões supera US$ 1 trilhão. O presidente buscou transmitir aos executivos a segurança de que investir no Brasil é uma decisão vantajosa, buscando fortalecer os laços comerciais e de confiança entre os dois países.

Acordos e Investimentos Concretos

Entre os anúncios e compromissos firmados durante a visita, destacam-se investimentos industriais no Brasil por conglomerados indianos, incluindo uma expansão produtiva da Embraer com a Adani para a produção de um centro de mistura de minério de ferro.

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O grupo Tata, após adquirir a Iveco, deve ampliar seus investimentos na operação brasileira, e o grupo Aditya Birla anunciou um investimento de US$ 2,5 bilhões nos próximos três anos em um projeto de mineração no Rio Grande do Norte, associado à infraestrutura portuária.

Além disso, o grupo Tata também planeja investir em um projeto de energia renovável na região de Pindamonhangaba (SP), onde já opera um complexo de laminação e reciclagem de alumínio.

Geopolítica e Cooperação Estratégica

Além dos acordos comerciais, a visita de Lula à Índia também teve um forte componente geopolítico. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou a “ampla coincidência de posições” entre Brasil e Índia em defesa do multilateralismo e da reforma da governança global.

Lula enfatizou a importância de uma articulação entre emergentes, argumentando que permitir que países pequenos negociarem com grandes potências pode resultar em acordos desfavoráveis para os países menores. Os líderes das duas nações buscaram fortalecer a cooperação em áreas como minerais críticos, tecnologia, saúde e inteligência artificial, visando transformar as economias de ambos os países em “países altamente desenvolvidos”.

Encontros Bilaterais e Discussões sobre Inteligência Artificial

Antes de iniciar sua agenda oficial, Lula participou da Cúpula de Impacto da IA, na capital indiana. Durante o evento, o presidente brasileiro defendeu um maior equilíbrio na governança da inteligência artificial. Além disso, Lula teve diversos encontros com autoridades de governos e empresas, incluindo um encontro com o presidente da França, Emmanuel Macron, onde discutiram acordos de defesa e comércio, como a produção de helicópteros franceses no Brasil e o Programa Nacional de Submarinos.

Ele também teve uma conversa com o CEO de Google, Sundar Pichai, sobre investimentos da empresa no Brasil e o projeto de regulação das redes sociais. A visita de Lula à Índia representou um esforço para fortalecer as relações bilaterais e explorar novas oportunidades de cooperação em diversas áreas, consolidando a posição do Brasil como um ator relevante no cenário global.

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