Lula Faz Brincadeiras e Defende o Agronegócio Brasileiro em Fórum na Coreia do Sul
Em uma visita de Estado à Coreia do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, para defender o agronegócio brasileiro e destacar o potencial do Brasil como um fornecedor global de proteína.
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O evento, realizado na segunda-feira (23.fev.2026), marcou a primeira visita de Estado do presidente ao país asiático.
Agronegócio como Solução Global
Durante seu discurso, Lula fez uma brincadeira, afirmando que iria “esnobar” com alguns dados e fazer “propaganda do agronegócio” brasileiro. O presidente apresentou números impressionantes sobre a produção nacional, incluindo 240 milhões de cabeças de gado, um abate de 150 mil animais por dia, 25 milhões de frangos e 1.800 ovos de galinha por segundo.
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Ele argumentou que, com essa capacidade de produção, o Brasil estaria sempre pronto para atender à demanda global por proteína, mesmo que a Coreia do Sul optasse por comprar carne nos Estados Unidos, Austrália ou Nova Zelândia.
Multilateralismo e Críticas ao Protecionismo
Lula reiterou a importância do multilateralismo e, sem mencionar diretamente os Estados Unidos, criticou o protecionismo econômico. Ele enfatizou que o Brasil é um parceiro confiável em um cenário onde a arbitrariedade está se tornando regra. O presidente também ressaltou que o comércio bilateral de US$ 11 bilhões entre os dois países é “muito pequeno” e tem potencial para ser explorado, defendendo um crescimento do comércio para gerar oportunidades de trabalho e melhorar as condições de vida.
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Temas Internos e Aprendizados com a Coreia do Sul
O presidente também abordou temas relevantes para o Brasil, como a discussão sobre o fim da jornada 6 X 1 no Congresso Nacional, buscando garantir dois dias de descanso semanal para os trabalhadores. Lula citou o livro “Sociedade do Cansaço” do filósofo sul-coreano para enfatizar a importância do bem-estar das pessoas em um mundo do trabalho em transformação, impulsionado pela tecnologia e pela busca por níveis inimagináveis de produtividade.
Relações Estratégicas e Desenvolvimento
Lula destacou que o Brasil tem muito a aprender com a Coreia do Sul, que, apesar de ter menos da metade do PIB per capita brasileiro nos anos 1960, hoje é um dos principais polos tecnológicos do mundo. Ele argumentou que a diferença está nos caminhos adotados pelas duas nações ao longo dos anos 1990, com o Brasil se rendendo ao receituário neoliberal, enquanto a Coreia continuou apostando no papel indutor do Estado em setores estratégicos.
Conclusão: Parceria e Desenvolvimento
A visita de Lula à Coreia do Sul representa um momento importante para fortalecer as relações bilaterais e explorar novas oportunidades de parceria em áreas como tecnologia, agronegócio e desenvolvimento sustentável. A troca de experiências entre os dois países pode contribuir para o crescimento econômico e social de ambos os nações.
