INSS registra 2,96 milhões de pendências em novembro de 2025, alarmando o governo Lula e gerando críticas sobre a fila do BPC. A situação é 172% maior que 2020.
Em novembro de 2025, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou um número alarmante de 2,96 milhões de requerimentos pendentes, um patamar histórico e que contrasta com as promessas de zerar a fila feitas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Essa situação representa um aumento de 172% na fila de benefícios desde a posse do petista, elevando a demanda para 45,5% acima do pico registrado no governo anterior, de Jair Bolsonaro, com 2,03 milhões de requerimentos em janeiro de 2020. O atual cenário é agravado pela necessidade de judicialização do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que visa idosos e pessoas com deficiência pobres, pressionando as contas públicas.
Para tentar mitigar a crise, o INSS publicou em 13 de janeiro de 2026 uma portaria que prevê a retomada da concessão de bônus em dinheiro aos funcionários que trabalharem em mais análises de processos, no chamado Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB).
Cada funcionário poderá requisitar novas tarefas e receber R$ 68 por finalização adicional. Além disso, o INSS criará “filas extraordinárias” e mais bem estruturadas para as categorias com mais atrasos, como salário maternidade, aposentadorias por idade e reavaliação da renda para receber o BPC.
A expectativa é que servidores da região Sul e de São Paulo, com melhores indicadores, atuem nos processos de maior demanda.
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Apesar das medidas, o INSS enfrenta desafios significativos. A fila de espera varia consideravelmente entre as regiões, com 188 dias na região Nordeste e 45 dias na região Sul e em São Paulo. O presidente do órgão, em janeiro de 2024, afirmou que a fila nunca vai zerar, mas o prazo médio de concessão deve ficar nos 45 dias em dezembro.
Em julho de 2024, os funcionários do INSS reivindicavam aumento salarial e melhores condições de trabalho, o que levou a paralisações que foram resolvidas com a ajuda do Ministério da Gestão e Inovação.
Durante a campanha e após a posse, o presidente Lula e seu ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, fizeram diversas declarações sobre a questão da fila do INSS. Lula, em setembro de 2022, mencionou a necessidade de modernização devido ao ambiente digital, e em dezembro de 2022, prometeu reduzir a fila.
Em janeiro de 2023, criticou a “vergonhosa fila” e, em julho de 2023, atribuiu o problema à falta de dinheiro. Em outubro de 2023, Lupi sinalizou melhorias para o ano seguinte e, em janeiro de 2024, estabeleceu o desafio de reduzir a fila e o prazo médio de concessão para 45 dias.
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