Governo enfrenta crise de credibilidade em 2025, com desafios econômicos e alta da Selic. Dívida pública atinge 80% do PIB.
O início de 2025 foi marcado por uma crise de credibilidade, com o governo respondendo com uma estratégia que soou simultaneamente ingênua e cínica. Setenta fatores contribuíram para o cenário complexo, começando com a bagagem histórica dos economistas ligados ao PT, que tradicionalmente não demonstraram compromisso com o equilíbrio fiscal.
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A Emenda de Regras de Transição (PEC da Transição) também aprisionou o governo em um nível de gastos públicos considerado inviável.
A ausência de um plano claro para a economia, juntamente com a fragmentação do Ministério da Economia em seis pastas (apenas uma liderada por uma economista), agravaram a situação. As prioridades do ministro Fernando Haddad, consideradas mal calibradas, geraram ruído, mesmo com o próprio presidente da República minimizando a importância da meta fiscal estabelecida.
A nomeação de Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central em janeiro, em um contexto de taxa Selic em 15%, e as subsequentes reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2025, com o aumento da taxa Selic, intensificaram os desafios.
O presidente Lula buscou, em vão, influenciar Roberto Campos Neto, enquanto a cultura institucional prevalecia sobre as polarizações políticas.
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O “tarifaço” americano, imposto sob a administração Trump, trouxe novas complexidades. O Acordo do Plaza de 1985, que visava desvalorizar o dólar, parecia ser um ponto de referência. No entanto, a dificuldade de uma moeda central desvalorizar sua moeda unilateralmente, em comparação com uma moeda periférica, se tornou evidente.
O debate central do ano foi o fiscal. Apesar do “fiasco” inicial, o governo buscou cumprir as metas fiscais, muitas vezes com “bondades” como o reajuste da tabela progressiva do imposto de renda. A tentativa de resolver o problema fiscal pelo lado da receita falhou, assim como a proposta de taxar os super-ricos, com uma dimensão distributiva e política.
O PL 1.087, aprovado por unanimidade em outubro, foi uma “bondade” que não gerou o apoio esperado.
O ano terminou com a dívida pública atingindo 80% do PIB, um nível inédito e assustador. O déficit primário de 0,7% do PIB, combinado com a alta da Selic, criaram um cenário de instabilidade e incerteza. A situação da dívida pública, com um múltiplo de 60x a geração de caixa, é considerada inviável, comparável à de uma empresa em crise.
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