Lula em Hannover critica bloqueio de Cuba e alerta sobre intervenções militares globais

Lula Critica Intervenções Militares e Bloqueio de Cuba em Hannover
O presidente do PT fez declarações em Hannover, na Alemanha, nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026. Em coletiva de imprensa, ele manifestou seu posicionamento contrário a qualquer intervenção militar em Cuba, reforçando suas críticas aos conflitos internacionais em geral.
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Ao ser questionado sobre um possível ataque de Donald Trump, do Partido Republicano, contra Cuba, Lula foi enfático: “Serei contra a invasão de Cuba, como fui contra da Venezuela, da Ucrânia, de Gaza e do Irã”.
O Embargo Econômico de Cuba: Uma Vergonha Mundial
O mandatário classificou o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos como “uma vergonha mundial”. Essa restrição comercial e financeira foi formalizada em 1962, durante a administração de John F. Kennedy, após a Revolução Cubana.
Lula enfatizou o impacto duradouro dessa medida, afirmando que “Cuba é vítima de um bloqueio de 70 anos. Não teve chance de decidir seu destino […] não teve a chance depois da Revolução de conseguir decidir o seu destino com a potência fazendo um bloqueio, um bloqueio ideológico”.
Posicionamento Brasileiro e Conflitos Globais
Nos últimos meses, a pressão sobre Cuba aumentou sob o governo Trump, com novas sanções e limitações ao fornecimento de energia e investimentos. O governo brasileiro acompanha a situação por meio da embaixada em Havana, vendo um risco de instabilidade.
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O Brasil já enviou suprimentos como alimentos e medicamentos e planeja expandir a cooperação humanitária. Em relação a outros conflitos, Lula defendeu uma solução negociada para a guerra na Ucrânia, embora tenha ressaltado que o conflito “permanece distante de um acordo de paz”.
Oriente Médio e Fóruns Multilaterais
Sobre o Oriente Médio, o presidente destacou que “a sobrevivência do Estado palestino segue ameaçada”, citando Gaza como um exemplo de escalada da violência. Também expressou preocupação com a situação no Líbano.
Lula abordou as pressões sobre países do G20, defendendo que nenhuma nação deve ser impedida de participar de fóruns multilaterais. Ele criticou a exclusão da África do Sul do encontro de 2026, dizendo que o presidente do Congresso Nacional Africano deveria comparecer, mesmo que isso contrariasse Trump. “Vamos brigar, Ramaphosa, para você ir para o G20 nos Estados Unidos, porque o presidente americano não tem o direito de tirar você do G20, porque ele não é dono do G20”, declarou.
Consenso Diplomático e Agenda Europeia
O chanceler alemão, Merz, concordou com a necessidade de soluções diplomáticas, não vendo justificativa para uma intervenção em Cuba no cenário atual. Ele alertou que conflitos devem ser evitados e que mudanças políticas devem ocorrer pacificamente.
Merz também apontou os riscos econômicos, mencionando que a instabilidade no Oriente Médio pressiona os preços e pode afetar o crescimento global. Durante a coletiva, Lula pleiteou a reforma do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que “O Conselho de Segurança não pode ser privilégio de poucos países que não evitam guerras”.
Desenvolvimentos da Viagem Oficial
A visita de Lula em Hannover foi marcada por acordos bilaterais em áreas como defesa, inteligência artificial, tecnologias quânticas, bioeconomia e eficiência energética. A Alemanha anunciou uma contribuição de 500 milhões de euros ao Fundo Clima.
A viagem faz parte de uma agenda europeia de cinco dias. O acordo Mercosul-União Europeia deve entrar em vigor em 1º de maio. Anteriormente, Lula esteve em Barcelona, onde participou da primeira Cúpula Brasil-Espanha, e na quarta-feira, 21 de abril, seguirá para Lisboa.
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