Lula em Crise: Desistência Improvável ou “Kamala Harris” no Palácio?

Rumores e Desafios na Proximidade das Eleições
Nos últimos dias, a mídia tem se concentrado em notícias sobre a possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva não disputar as eleições deste ano. Essas informações surgem a partir de conversas que se apresentam como fatos concretos, como, por exemplo, “segundo fontes ligadas ao presidente”.
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Essa “boataria” é alimentada por certas indicações, como a idade do presidente, que tem sido um fator relevante, considerando as trocas de nomes e as gafes consideradas imperdoáveis para um chefe do Executivo.
A Ascensão de Flávio Bolsonaro
Outro motivo importante é a subida vertiginosa de Flávio Bolsonaro. Até há pouco tempo, ele era visto como o mais frágil de seus adversários, mas em apenas dois meses, acelerou nas pesquisas e ultrapassou Lula em números absolutos, em um provável segundo turno.
Além disso, a desaprovação do petista continua em alta. Essa situação levanta a questão da possível desistência de Lula.
A Vaidade e a Busca por uma “Boa Desculpa“
Conhecendo a personalidade de Lula, sempre vaidosa e orgulhosa de suas vitórias eleitorais – e com razão –, alguns prognósticos apontam para a possibilidade de ele buscar uma “boa desculpa” e deixar de concorrer, preservando assim uma biografia vencedora.
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Essa estratégia seria, para ele, uma forma de proteger sua imagem.
A Questão da Substituição: Um Cenário Hipotético
Imaginando que essa desistência pudesse ocorrer – o que parece improvável, considerando sua trajetória política –, surge a questão de quem poderia substituí-lo. Quem seria a “Kamala Harris” em condições de assumir o cargo? A experiência americana foi desastrosa para os democratas.
Os partidários de Biden foram deixando, até mesmo no último momento, e após o fracasso no debate, em que Trump mostrou sua superioridade, colocaram a vice-presidente Kamala para ser a adversária do republicano. O resultado foi a vitória acachapante do seu competidor em praticamente todos os setores, desde o voto dos delegados até dos eleitores.
Tempo e Alternativas
Se uma decisão nesse sentido devesse ser tomada, teria de ser o mais rápido possível para dar tempo de entrar de corpo e alma na campanha. Outro obstáculo é quem poderia substituir Lula nessa caminhada. Fernando Haddad é o nome preferido do presidente em todos os momentos.
Precisou de um candidato enquanto esteve preso, lá foi Haddad. Precisou de um ministro da Fazenda, setor vital para a administração do seu governo, lá foi Haddad, ainda que, como ele mesmo confessasse, não fosse do ramo. Agora, aceitou outra “bucha”, a de concorrer ao governo de São Paulo, sabendo que não é páreo para Tarcísio.
Mas como bom soldado, paga a missão.
O Dilema e os Observadores
No caso da presidência, se está difícil para Lula enfrentar Flávio, dá para imaginar o que aconteceria com Haddad. Correria o risco de perder até para aqueles que hoje estão na prateleira debaixo das pesquisas, como os casos de Caiado e Zema. Embora a política pregue peças e permita reviravoltas incompreensíveis, o desfecho seria mais ou menos previsível.
Esse foi um defeito de Lula durante a sua trajetória como líder do partido. Nunca criou de fato novas lideranças. Ao contrário, centralizou o máximo que pôde tudo em volta de seu nome.
Observadores Externos e o Futuro
Outros candidatos estão situados tão à esquerda que não representariam os setores que hoje o apoiam, como os poderosos da Faria Lima, que com ele viram seus lucros se multiplicarem. Esse setor financeiro torce para que Haddad seja o candidato, mas talvez seja mais como retribuição à “boa parceria” do que como convicção de sua força política eleitoral para vestir a faixa presidencial.
Esse é um dilema para os progressistas. Ou Lula vira o jogo e começa a adquirir tração na campanha, a partir de medidas que a caneta incumbente permite, ou aceita uma delineada derrota para si ou para quem indicar para o sacrifício. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro, embora comece a ser cada vez mais fustigado na campanha, e Caiado, o novo player mais projetado depois dos dois, com chances mais remotas, assistem de camarote a essa luta de sobrevivência dos governistas.
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