Lula e Trump se encontram em Nova Déli! Agenda ousada para Brasil e EUA: comércio, minerais e geopolítica na mira. Saiba mais!
Nova Déli – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou sua visita ao Sudeste Asiático com um plano claro para sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para março. Em uma coletiva de imprensa realizada em Nova Déli, Lula delineou uma pauta abrangente, que vai desde o comércio e a exploração de minerais estratégicos até a cooperação policial e o reposicionamento geopolítico do Brasil.
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O encontro, segundo o presidente, não será apenas formal, buscando estabelecer uma relação mais sólida entre os dois países.
Lula expressou surpresa com a forma unilateral em que as decisões recentes foram comunicadas, principalmente através das redes sociais. Ele defende a importância de um diálogo presencial para destravar impasses e estabelecer uma relação estável entre Brasil e Estados Unidos. “É preciso que a gente pegue um na mão do outro, olhe um no olho do outro”, afirmou, enfatizando que todas as questões serão discutidas em uma mesa de negociação, sem vetos ou restrições.
O objetivo principal é alcançar uma relação civilizada e respeitosa, buscando a normalização das relações bilaterais. “Espero que depois dessa reunião a gente possa estar garantido de que voltamos a ter uma relação altamente civilizada, altamente respeitosa”, declarou o presidente.
Lula ressaltou que o Brasil não almeja liderar a América Latina. Ele busca uma relação de respeito na região, considerando que o Brasil é uma zona de paz, sem armas nucleares. O presidente quer discutir com Trump qual o papel dos Estados Unidos na América do Sul: “É de ajudar ou de ficar ameaçando?”.
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Ele acredita que o mundo precisa de tranquilidade e que não precisa de turbulência. O presidente quer que os Estados Unidos e o Brasil trabalhem juntos para garantir a paz e a segurança na região.
Um ponto crucial da reunião será a exploração de minerais críticos e terras raras, considerando a transição energética e a estratégia americana de reduzir a dependência da China. Lula enfatizou que o Brasil, detentor de mais de 20% das reservas globais, não permitirá que o minério crítico seja explorado apenas como matéria-prima, exportando-o para ser transformado em outros países.
Para que haja uma parceria, o Brasil exige que o processo de transformação dos minerais críticos ocorra no país. “Se é para poder explorar negócios em minerais críticos desde que o processo de transformação aconteça no Brasil, vamos conversar”, afirmou o presidente.
Outro eixo central da reunião será a cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado internacional. Lula está disposto a aumentar a colaboração, buscando prender os “magnatas” da corrupção, que podem estar vivendo em áreas nobres do Brasil e do exterior.
Ele quer que as autoridades americanas investiguem crimes como o tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. “Qualquer coisa que puder colocar os magnatas da corrupção na cadeia, eu estou disposto a trabalhar”, declarou o presidente. Para isso, o governo brasileiro enviará representantes da Polícia Federal e da Receita Federal para reuniões com seus pares nos Estados Unidos.
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