Acordo Brasil-EUA: Especialista vê prioridades internas nos EUA. Christopher Garman da Eurasia Group destaca que decisão visa mitigar impacto de preços nos EUA.
A recente comunicação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump indica a iminência de um acordo, conforme avaliação do diretor-executivo para as Américas da Eurasia Group, Christopher Garman. O especialista ressalta que essa decisão está mais ligada a fatores internos nos Estados Unidos do que à diplomacia tradicional.
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Garman reconhece a habilidade do Palácio do Planalto em lidar com as circunstâncias, destacando que o governo brasileiro alinha-se com uma prioridade da Casa Branca ao propor uma operação contra o crime organizado, através de um telefonema com o então presidente Donald Trump.
A questão central para a redução tarifária é, em grande parte, a tentativa de mitigar o impacto do aumento dos preços para a população americana, visando fortalecer o apoio doméstico. Washington também observa as reservas de minerais críticos do Brasil, como a condutividade, o magnetismo, a luminescência, e suas propriedades macias, maleáveis e dúcteis, que geralmente respondem bem a temperaturas.
Os chineses dominam a produção global desses minérios, respondendo por 60% da mineração. No refino, Pequim detém a maior parte do mercado, com 91% do refino mundial realizado por empresas chinesas. O Brasil possui 23% das reservas mundiais de terras raras, mas o processamento é feito por apenas 1%.
“Tudo isso está levando um desejo do presidente Trump para tentar firmar um acordo com o Brasil e o lado brasileiro tem aproveitado essa janela de oportunidade, que sugere que um tratado deve vir”, conclui Garman.
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