Lula e Petro discutem crise na Venezuela e intervenção americana. Presidentes abordam situação em Caracas e risco de violação da soberania venezuelana
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma conversa com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, nesta quinta-feira, 8. A discussão central foi a crise política na Venezuela, que se agravou após a detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas autoridades americanas.
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O encontro ocorreu em um contexto de crescente tensão na região, impulsionada pela intervenção dos Estados Unidos no país vizinho.
Ambos os líderes expressaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, considerando a ação uma violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e da soberania venezuelana. Destacaram que essa intervenção representa um precedente perigoso para a paz e a segurança regional, além da ordem internacional.
Lula e Petro enfatizaram a importância da diplomacia como ferramenta para resolver o impasse político em Caracas, em vez de soluções baseadas no uso da força. Os dois presidentes também abordaram a questão da libertação de presos políticos pelo governo chavista, anunciada recentemente.
O anúncio da liberação de presos políticos foi visto como um passo importante para a resolução da crise. Os presidentes saudaram o gesto e reiteraram a necessidade de que a situação na Venezuela seja resolvida exclusivamente por meios pacíficos, através da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano.
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O Brasil também se prepara para oferecer ajuda humanitária à Venezuela. O Palácio do Planalto informou que Lula comunicou a Petro o envio de 40 toneladas de insumos e medicamentos, parte de um total de cerca de 300 toneladas arrecadadas para essa finalidade.
Essa ajuda visa restabelecer o fornecimento de produtos e soluções para tratamento de diálise, que ficaram escassos após um ataque a um centro de abastecimento em janeiro.
Brasil e Colômbia reforçaram o compromisso de cooperar em prol da paz e da estabilidade na Venezuela, país com o qual compartilham fronteiras. A conversa também mencionou a presença de migrantes venezuelanos em ambos os países.
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