Lula defende cooperação com África e critica Donald Trump: “Queremos fazer paz”

Lula defende cooperação brasileira com a África e critica postura de Donald Trump
Durante a abertura da feira Brasil na Mesa, realizada na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), nesta quinta-feira, 24 de abril de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfatizou a necessidade de o Brasil investir na cooperação com nações africanas.
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Em seu discurso, o presidente fez uma crítica direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). “Enquanto Trump quer fazer guerra, nós queremos ensinar o povo africano a fazer paz, produzindo alimentos e irrigando o mundo”, declarou Lula.
Proposta de conhecimento como forma de reparação histórica
O evento, que celebra os 53 anos da empresa pública de pesquisa agropecuária, serviu de palco para a apresentação de uma proposta de cooperação. Lula defendeu que universidades brasileiras e a Embrapa estabeleçam convênios com instituições do continente africano.
Segundo o mandatário, essa iniciativa visa suprir o que ele classificou como uma “dívida histórica” do Brasil, referente aos 350 anos de escravidão. “A gente não pode pagar em dinheiro, mas pode pagar transferindo conhecimento”, afirmou.
Visão geopolítica e desenvolvimento africano
O presidente contextualizou essa proposta no cenário geopolítico atual, sugerindo que países mais ricos, que estariam com recursos sem aplicação definida, deveriam direcionar investimentos para transformar a África em um celeiro global de alimentos e biocombustíveis.
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Lula argumentou que esse foco seria mais produtivo do que gastar recursos em equipamentos bélicos. Além disso, ele elogiou a recente assinatura de um decreto que adiciona mais 1.000 vagas à Polícia Federal, somando-se às 1.000 criadas em dezembro.
Fortalecimento das Forças de Segurança e Relações Internacionais
O presidente também informou que determinou, por meio do ministro da Justiça, o retorno de delegados e agentes que estavam fora da PF. Ele ressaltou que o retorno é necessário para combater o crime organizado, afirmando que apenas secretários de Estado permanecerão fora.
Tais anúncios ocorrem em um momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. O Departamento de Estado dos EUA havia expulsado o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ligação da PF no ICE, em Miami, por suposta tentativa de burlar o sistema de imigração para contornar pedidos de extradição.
Em resposta a esse episódio, a PF revogou as credenciais de um agente norte-americano no Brasil, utilizando o princípio da reciprocidade. O contexto também envolve a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, condenado pelo STF por envolvimento em tentativa de golpe.
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