Lula critica “elite dirigente” em Brasília: O que muda para o futuro da leitura?

Presidente Lula critica “elite dirigente” durante evento em Brasília
O presidente, filiado ao PT, fez uma declaração na última quinta-feira, dia 23 de abril de 2026. Ele afirmou que a chamada “elite dirigente deste país rema para um lado, tentando deixar o povo na escuridão da desinformação e da ignorância”.
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As palavras foram proferidas durante a realização do Prêmio Vivaleitura, que ocorreu no CICB, Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília.
Discurso sobre retrocesso e papel do governo
Lula reiterou sua visão de que o Brasil vivenciou um “período de retrocesso”. Em falas anteriores, ele já havia caracterizado o período sob os governos dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e (PL) como um retrocesso.
No evento dedicado a premiar iniciativas que estimulam a leitura, o petista enfatizou que o papel do governo deve ser criar as condições necessárias para que toda atividade cultural alcance todas as pessoas.
Expansão da plataforma de livros do MEC
A cerimônia também marcou o anúncio de uma expansão na plataforma do Ministério da Educação, que funciona como uma biblioteca online. O acervo passará de 8.000 para 25.000 livros disponíveis no aplicativo.
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Sobre o aplicativo, Lula ponderou que é preciso desenvolver o MEC Livros sem prejudicar o prazer de sentir o cheiro de um livro. Ele ressaltou que o objetivo não é substituir, mas sim valorizar todas as editoras que trabalham com a venda de livros e que sustentam famílias.
Premiação e futuro da leitura no país
O Prêmio Vivaleitura reconhece projetos que visam fomentar a leitura em diversas partes do Brasil. A premiação abrange cinco categorias principais: bibliotecas públicas, comunitárias e privadas; escolas e bibliotecas escolares; práticas em espaços variados; escrita criativa; e iniciativas em sistemas prisional e socioeducativo.
Os vencedores das categorias receberão R$ 50.000, enquanto outros finalistas terão direito a R$ 15.000, totalizando um montante de R$ 550.000 em premiações.
Novos planos para o setor cultural
Estiveram presentes na ocasião autoridades como o presidente (PT), Margareth Menezes, ministra da Cultura, Leonardo Barchini, ministro da Educação, e o presidente da Câmara (Republicanos-PB).
Margareth e Barchini assinaram a portaria interministerial que institui o novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), com vigência de 2026 a 2035. Este plano estabelece metas importantes para a literatura, escrita e bibliotecas brasileiras.
Metas ambiciosas para o próximo decênio
O PNLL define que, ao longo da próxima década, o percentual da população com o hábito de leitura deve aumentar de 47% para 55%. Este compromisso visa fortalecer o hábito leitor em todo o território nacional.
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