Lula Cria Conselho Secreto para Minerais Críticos: O Que Está Por Trás?

Governo Discute Conselho Especial sobre Minerais Críticos
O governo federal, liderado por Luís Inácio Lula da Silva, está empenhado na criação de um conselho especial vinculado à Presidência da República, com foco em minerais críticos. As discussões sobre a formação do órgão avançam e ganharam força após o interesse de estados como Goiás.
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A ideia é estabelecer uma instância de assessoramento direto ao presidente, atuando na dimensão geopolítica e servindo como ponte com o setor privado.
O Ministério de Minas e Energia tem se mostrado interessado em abrigar o conselho, sendo o responsável por iniciar as discussões em 2025, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O Planalto, por sua vez, busca que a estrutura fique sob a Casa Civil, com a decisão final cabendo ao presidente.
O objetivo é centralizar as decisões e coordenar a posição brasileira no mercado.
Este novo conselho se diferencia do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), reativado em outubro de 2025. O CNPM, de caráter técnico e setorial, reúne 19 integrantes do 1º escalão e funciona como espaço de coordenação da política mineral, com a participação de estados, municípios, academia e sociedade civil.
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O governo avaliou que o tema dos minerais críticos exigiria uma instância mais enxuta, com foco estratégico e político, concentrando-se nos minerais críticos e nas negociações internacionais relacionadas ao tema. A expectativa é que o novo conselho funcione no setor mineral de forma semelhante ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no caso de petróleo, gás e biocombustíveis.
A cadeia produtiva de cobre, lítio, níquel, manganês e grafita é o foco principal. Esses insumos são essenciais para a transição energética global e para a indústria de alta tecnologia. Apesar das reservas expressivas do Brasil, a produção no país ainda é baixa, representando apenas 0,09% da oferta global.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o encarregado de Negócios dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, aguardava uma resposta brasileira sobre minerais críticos, após uma reunião com empresários na Amcham em São Paulo. O governo Lula considerou a situação como “vaga demais” para ser considerada uma proposta.
Um acordo foi firmado entre os Estados Unidos e o governo de Goiás, com o apoio do Departamento de Estado norte-americano. O memorando estabelece cooperação em toda a cadeia de minerais críticos, desde a pesquisa geológica até o processamento industrial.
O acordo inclui mapeamento do potencial mineral com apoio técnico estrangeiro, intercâmbio de dados geológicos e facilitação de investimentos com empresas norte-americanas.
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