Lula celebra maior acordo comercial do Mercosul com a União Europeia

Lula celebra maior acordo comercial do mundo entre UE e Mercosul, com previsão de assinatura em 17/01. Acordo impulsiona comércio e agronegócio.

10/01/2026 9:00

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(Imagem de reprodução da internet).

Ao celebrar a aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfatizou a importância do momento. O acordo, com previsão de assinatura em 17 de janeiro, é considerado o maior pacto comercial do mundo, projetado para impulsionar a indústria europeia e beneficiar o agronegócio sul-americano.

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O ministério responsável destaca que o acordo fortalece o multilateralismo, facilitando o comércio de produtos com preços mais acessíveis e maior qualidade.

Dados de Comércio em 2025

Entre janeiro e dezembro de 2025, as exportações brasileiras para a União Europeia totalizaram US$ 49,8 bilhões, representando um aumento de 3,2% em comparação com o ano anterior. Paralelamente, as importações brasileiras atingiram US$ 50,3 bilhões, com um crescimento de 6,4%.

Principais Produtos de Exportação e Importação

Os principais produtos exportados do Brasil para a União Europeia foram óleos brutos de petróleo, café não torrado, farelo de soja, minérios de cobre e soja em grão. Por outro lado, os medicamentos lideraram as importações brasileiras para o bloco europeu.

Termos e Condições do Acordo

O acordo prevê a eliminação gradual de tarifas alfandegárias, com o Mercosul zerando tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos e a União Europeia eliminando tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos. Além disso, o acordo oferece tarifas zero para diversos produtos industriais desde o início, beneficiando setores como máquinas e equipamentos, automóveis e autopeças, produtos químicos e aeronaves e equipamentos de transporte.

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Restrições e Cotas

Para produtos agrícolas sensíveis, como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol, o acordo estabelece cotas de importação. Caso os limites sejam ultrapassados, tarifas serão aplicadas. A União Europeia define cotas equivalentes a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil, enquanto o Brasil estabelece limites de 9% dos bens ou 8% do valor.

Considerações Adicionais

É importante ressaltar que o acordo exige a garantia de que os produtos beneficiados não estejam ligados a desmatamento ilegal e que, em caso de violação do Acordo de Paris, o contrato será suspenso. A assinatura do acordo depende do aval do Congresso do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, que só assinará o acordo após a aprovação europeia.

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