Lula busca diálogo com EUA e Venezuela na 4ª Cúpula da Celac-UE

Lula busca diálogo sobre ofensivas dos EUA no Caribe e Pacífico. Embaixadora Padovan destaca preocupação com ações militares e busca por solução pacífica.

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(Imagem de reprodução da internet).

A 4ª Cúpula de Líderes da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) com a União Europeia deverá abordar a crescente preocupação com a ofensiva militar dos Estados Unidos no Mar do Caribe e no oceano Pacífico. Embora a cúpula tenha sido convocada há quase dois anos para discutir relações comerciais entre as duas regiões, a questão se tornou relevante devido à sua importância para os países da região.

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Discussão sobre a Situação na Região

A embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe no Itamaraty, destacou a gravidade do tema, afirmando que é natural que ele surja no encontro. A Celac é uma zona de paz, com um documento de 2014 que reflete os princípios da política externa brasileira, incluindo a solução pacífica de controvérsias, a não intervenção em assuntos internos e a defesa da paz.

Intervenção Americana e Busca por Diálogo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará da cúpula para discutir a presença dos EUA na região. Lula enfatizou que o diálogo é a solução para conflitos, expressando o desejo de evitar uma invasão terrestre e oferecendo-se como interlocutor entre os governos americano e venezuelano, liderado por Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).

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Ações Militares e Impacto Regional

Desde setembro, os Estados Unidos têm realizado ofensivas regulares contra embarcações no Mar do Caribe e no oceano Pacífico, justificando as ações como combate ao narcotráfico. As operações resultaram em 15 ofensivas, 16 embarcações destruídas e 64 mortos, incluindo um ataque no sábado (1º.nov) que deixou três mortos no oceano Pacífico.

Interlocutoria e Relações Regionais

A embaixadora Gisela Padovan ressaltou que o Brasil sempre se coloca como um possível interlocutor entre os governos americano e venezuelano, buscando um diálogo construtivo e a manutenção da paz na América do Sul. O Brasil mantém diálogo com todos os países da região, independentemente de orientação política.

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