Lula busca acordo no impasse financeiro na COP30 sobre o clima

Lula busca acordo na COP30 sobre financiamento climático. Impasse persiste entre países em negociações sobre metas de redução do aquecimento global.

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(Imagem de reprodução da internet).

Impasse no Financiamento Climático na COP30

Na última semana da COP30, as negociações sobre o modelo de financiamento para combater as mudanças climáticas continuam enfrentando dificuldades. A questão divide opiniões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. O principal ponto de divergência reside no pedido das maiores economias globais por metas mais rigorosas de redução do aquecimento global e por uma maior divulgação de dados relacionados ao tema.

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Por outro lado, os países emergentes argumentam que o cumprimento dessas metas só seria possível com um aumento dos investimentos por parte das nações mais ricas. A pressão por um acordo mais ambicioso e financeiramente robusto é uma constante nas discussões.

Em uma fala recente, o vice-presidente e ministro da Indústria, , enfatizou a necessidade de um aumento na verba destinada ao combate às mudanças climáticas, afirmando que as promessas anteriores não foram suficientes. “A transição energética deve ser justa.

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Não pode deixar ninguém para trás. Queremos que ela gere emprego, renda e desenvolvimento para todas as regiões e sirva de modelo de cooperação para outras nações”, declarou.

A posição do ministro foi corroborada pela presidente da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Annalena Baerbock. “O dinheiro existe, ele simplesmente precisa ser redirecionado. Em um mundo de abundância, o problema não é a capacidade do capital, e sim para onde o capital vai”, afirmou durante a abertura da quarta reunião da COP30.

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Segundo informações da CNN Brasil, até o momento, foram anunciados US$ 200 bilhões para a luta contra a crise climática, representando uma contribuição anual para a próxima década. A maior parte desse valor foi proveniente de bancos multilaterais e investidores privados, sem a participação direta dos países.

O secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, Simon Stiell, criticou a lentidão nas decisões. “Mas, amigos, o ritmo das mudanças na economia real não foi acompanhado pelo progresso nessas salas de negociações.

O espírito está lá, mas a velocidade não”, apontou.

Durante a fase política das negociações, os ministros de mais de 150 países que estão em Belém, devem buscar acordos nos pontos sensíveis em que as áreas técnicas não conseguiram avançar. A expectativa é que a agenda seja avançada com o apoio do presidente.

Para fortalecer as negociações e evitar o impasse, o governo brasileiro busca um acordo. Diplomatas avaliam que a presença do presidente é um peso político importante para fazer a agenda avançar.

Em outra frente, Lula também deve atuar para colocar na declaração final da COP ao menos uma citação ao mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis, que se tornou uma bandeira do brasileiro desde a Cúpula dos Líderes.

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