Lula atrasa nomeações no Banco Central e Copom reduz a Selic em 2026

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, atrasou a nomeação de diretores para o Banco Central. Em um movimento que gerou preocupação no mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu em 29 de abril de 2026, quarta-feira, reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual.
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Até então, os mandatos de Renato Dias de Brito Gomes e Diogo Abry Guillen, que ocupavam cargos na organização e na política econômica, estavam prestes a terminar em dezembro de 2025.
Reuniões com Cadeiras Vazias
As três reuniões do Copom realizadas até o momento foram marcadas pela ausência de alguns membros. A situação incomum, com duas cadeiras frequentemente vazias, refletia a demora na aprovação das indicações presidenciais. O formulário de cadastro para alertas grátis do Poder360 está em conformidade com os termos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Críticas e Mudanças no Banco Central
A taxa Selic elevada era alvo de críticas por parte de aliados do presidente Lula, que questionavam o patamar dos juros. Após a mudança no comando do Banco Central, liderada por Gabriel Galípolo, as reclamações diminuíram. Em 2026, o Copom realizou três reuniões, implementando cortes de 0,5 ponto percentual na Selic ao longo do ano.
A composição do Copom, que possui nove integrantes, tem sido afetada pela falta de indicações do governo.
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Participação Reduzida nas Reuniões
O encontro de 28 e 29 de abril de 2026 contou com a presença de seis dos nove membros do Copom. Estiveram presentes Gabriel Galípolo, presidente; Ailton De Aquino Santos, diretor de Fiscalização; Gilneu Vivan, diretor de Regulação; Izabela Moreira Correa, diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta; Nilton David, diretor de Política Monetária; e Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos.
O diretor Rodrigo Teixeira (Administração) não participou devido à morte de um familiar próximo.
Próximos Passos das Indicações
Os indicados por Lula ainda precisam passar pelo processo de sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e, posteriormente, serem aprovados no plenário da Câmara dos Deputados. O economista Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, foi sugerido como possível nome, mas a nomeação não avançou.
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