Governo Lula se reorganiza: Ministros buscam cargos após prazo legal. Lula prepara equipe para possível 4º mandato com mudanças internas.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está se preparando para uma significativa reorganização interna, imposta pelo prazo legal de desincompatibilização de ministros. Até abril, pelo menos 17 dos 38 membros do governo avaliam deixar seus cargos, buscando fortalecer a base política do presidente em um possível quarto mandato.
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Essa estratégia visa ampliar o apoio no Congresso Nacional, especialmente em um cenário eleitoral que pode envolver a formação de uma maioria favorável à reeleição de Lula.
A Esplanada dos Palácios, tradicionalmente utilizada como plataforma para a ascensão de nomes políticos, assume um papel central nessa movimentação. A busca por novos talentos e a preparação para futuras eleições são prioridades. A saída de ministros como Gleisi Hoffmann (PT-PR), que busca uma vaga no Senado, e Rui Costa (PT-BA), com a possibilidade de retornar à disputa pela Bahia, ilustram essa dinâmica.
A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), também preveem deixar seus cargos para disputar eleições.
A incerteza paira sobre a sucessão em algumas pastas. A vaga na Secretaria de Relações Institucionais, crucial para a articulação política, ainda não foi definida, com o diplomata Marcelo Costa sendo cotado para assumir. No Ministério da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP) enfrenta a pressão para concorrer ao Senado, apesar de ter declarado que não pretende se candidatar.
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A nomeação do secretário-executivo Dario Durigan é vista como uma alternativa. A situação também é complexa no Ministério da Igualdade Racial, com Anielle Franco (PT) buscando uma vaga na Câmara dos Deputados.
Outros ministros, como Marina Silva (Rede-SP) e Renan Filho (MDB), também anunciaram suas intenções de deixar o governo para disputar eleições estaduais. A movimentação reflete a estratégia de Lula para garantir a continuidade do projeto nacional e fortalecer a base política em diferentes regiões do país.
A busca por novos nomes e a preparação para futuras competições eleitorais são elementos-chave nesse processo de reorganização.
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