Lula alerta sobre soberania e minerais críticos no debate do G20

Lula alerta sobre soberania e minerais críticos no G20. Presidente defende controle da transformação de recursos para garantir a soberania nacional.

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(Imagem de reprodução da internet).

Alerta do Presidente Lula sobre Soberania e Minerais Críticos no G20

O presidente Luiz Inácio da Silva proferiu um alerta significativo durante a Cúpula de Líderes do Grupo de 20, realizada em Joanesburgo, África do Sul. A discussão central girou em torno da importância da soberania dos países no que tange ao conhecimento e ao valor agregado dos minerais críticos.

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Lula enfatizou a necessidade de uma abordagem estratégica para garantir que os países possuam controle sobre a transformação desses recursos em seus próprios territórios.

Minerais Críticos e a Soberania Nacional

Os minerais críticos, como lítio, cobalto, níquel e terras raras, são elementos essenciais para setores estratégicos, incluindo tecnologia, defesa e a transição energética. A escassez ou a dependência de poucos fornecedores representam riscos significativos.

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O presidente brasileiro defendeu que a capacidade de transformar esses recursos, e não apenas sua posse, é fundamental para a soberania nacional.

Transição Energética e Oportunidades

Lula argumentou que a transição energética oferece oportunidades para ampliar as fronteiras tecnológicas e redefinir o papel da exploração de recursos naturais. Ele ressaltou que países com grandes reservas de minerais críticos não devem ser vistos apenas como fornecedores, mas sim como parceiros na cadeia global de valor desses elementos.

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A busca por minerais necessários para projetos de transição energética já causa conflitos nas novas frentes exploratórias, e essa procura acelera a crise climática.

Inteligência Artificial e Governança Global

Além dos minerais críticos, a inteligência artificial (IA) também foi um tema central na discussão. Lula defendeu a criação de uma governança global representativa para garantir que os benefícios da IA sejam compartilhados de forma equitativa.

Ele alertou sobre o risco de exclusão gerada pelo controle de algoritmos e dados por um número limitado de atores. A necessidade de evitar uma nova forma de colonialismo digital foi enfatizada, com o objetivo de que as maiores economias do mundo aprofundem o debate sobre a governança da IA.

O presidente lembrou que 2,6 bilhões de pessoas não têm acesso ao mundo digital. Em países de renda alta, 93% da população tem acesso à Internet, enquanto nos países de baixa renda, esse percentual é de apenas 27%. Lula defendeu que o desenvolvimento tecnológico venha atrelado a oportunidades de trabalho e proteção ao trabalhador, na medida em que 40% dos trabalhadores do mundo estão em funções altamente expostas à IA, sob risco de automação ou complementação tecnológica.

Ele ressaltou a importância de criar pontes entre os setores tradicionais e emergentes, e que a tecnologia deve fortalecer, e não fragilizar os direitos humanos e trabalhistas.

Considerações Finais

A participação do presidente Lula na Cúpula de Líderes do G20 evidenciou a importância de uma abordagem estratégica e colaborativa para os desafios globais, incluindo a gestão de recursos naturais, o desenvolvimento da inteligência artificial e a promoção da inclusão digital.

A busca por um equilíbrio entre o crescimento econômico, a sustentabilidade ambiental e a justiça social foi um tema recorrente nas discussões.

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