Brasil adota cautela com tensão EUA-Venezuela após declarações de Trump sobre espaço aéreo venezuelano. Governo Lula busca preservar papel de mediador.
A crescente tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela tem gerado preocupação na América Latina. Após declarações do republicano Donald Trump que consideravam o espaço aéreo venezuelano “totalmente fechado”, o governo brasileiro tem adotado uma postura cautelosa, reservando uma resposta mais veemente apenas em caso de ataque direto ao território venezuelano ou ao regime de Nicolás Maduro.
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Interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informaram à CNN Brasil que uma postura mais contundente só surgirá se houver ameaça de uso da força militar contra o país ou contra o regime de Maduro. O governo brasileiro busca preservar a capacidade de atuar como mediador entre os dois países, caso busquem um acordo.
A avaliação do governo Lula é que o Brasil precisa calibrar o tom das declarações para não perder a capacidade de atuar como um eventual mediador entre os Estados Unidos e a Venezuela, caso os dois países queiram. Há uma preocupação com a estratégia republicana de criar fissuras no apoio a Maduro.
Interlocutores de Lula apontam a falta de instâncias regionais para uma manifestação coletiva contra as ameaças de Trump como um fator que dificulta pronunciamentos mais enfáticos. Além disso, há o temor de que os países sofram retaliações de Trump em caso de críticas públicas.
Fontes do Planalto acreditam que, se eventuais ataques ocorrerem, eles devem ser pontuais e “de forma altamente cirúrgica”. A avaliação é de que a administração republicana está testando a estratégia das crescentes ameaças para avaliar até que ponto pode criar fissuras no apoio a Maduro.
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O presidente colombiano Gustavo Petro solicitou uma reunião imediata da Organização da Aviação Civil Internacional em resposta ao anúncio de Trump. Petro ressaltou que “nenhuma companhia aérea deve aceitar ordens ilegais sobre o espaço aéreo de nenhum país”.
A Administração Federal de Aviação dos EUA emitiu uma notificação para operadores aéreos alertando sobre potenciais perigos de sobrevoos, pousos e decolagens no espaço aéreo da Venezuela devido à militarização da região.
O regime chavista deu um prazo de até 48 horas para que as empresas retomassem as rotas e, diante da negativa, revogou licenças de seis delas para operar no país.
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