Ministro Múcio informa que fronteira Brasil-Venezuela permanece tranquila. Brasil mobilizou 2.3 mil militares em Roraima para monitoramento constante.
O ministro da Defesa do Brasil, Múcio, informou neste sábado (3) que a fronteira entre Brasil e Venezuela, localizada no estado de Roraima, permanece tranquila, sob monitoramento constante e aberta ao trânsito. O governo ressaltou a ausência de relatos de feridos causados por incidentes envolvendo forças militares.
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A situação é acompanhada de perto, com um contingente de militares e equipamentos na região, aguardando o desenrolar dos acontecimentos, incluindo a entrevista do presidente dos Estados Unidos.
O Brasil mobilizou um número significativo de militares na região amazônica, com 2.3 mil em Roraima, para garantir a segurança e monitorar a situação. O governo enfatiza a importância de acompanhar a dinâmica dos eventos, considerando a complexidade da situação e a necessidade de informações precisas.
Uma reunião de emergência foi realizada no Itamaraty, em Brasília, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por videoconferência, além de ministros interinos das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, e da Casa Civil, Miriam Belchior, e do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou uma nota em que o presidente Lula reforçou a condenação do ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores por militares estadunidenses.
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A ministra interina Maria Laura da Rocha afirmou que o Brasil ainda não possui informações sobre o paradeiro do presidente Maduro, mas confirmou a tranquilidade da comunidade brasileira na região.
A invasão da Venezuela pelos Estados Unidos representa um novo capítulo de intervenções diretas de Washington na América Latina. A situação é comparada à invasão do Panamá em 1989, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega.
Críticos apontam que a ação pode ser uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos EUA, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo venezuelano, que possui as maiores reservas do planeta.
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