Desde que os impactos do conflito no Irã começaram a ser sentidos no Brasil, o Palácio do Planalto tem monitorado de perto a situação, buscando mecanismos para amenizar os efeitos. A principal preocupação do governo é com o preço do diesel, devido ao potencial de um efeito cascata em toda a cadeia.
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A alta nos preços do querosene de aviação e do gás de cozinha também chamaram a atenção, gerando preocupação em Brasília.
Primeiras Ações do Governo
Inicialmente, o governo federal decidiu suspender a cobrança de impostos como o Pis/Cofins na importação, distribuição e venda de combustíveis. Além disso, foi estabelecida uma subvenção de R$ 0,32 para o preço do diesel, mas essa medida não atraiu as grandes distribuidoras do setor.
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Pressão e Novas Propostas
Com o aumento contínuo dos preços, os caminhoneiros ameaçaram entrar em greve, buscando pressionar o Palácio do Planalto por novas medidas. Em resposta, o Ministério da Fazenda propôs uma subvenção de R$ 1,20 para o diesel, com uma divisão de responsabilidades entre a União e os estados.
Impactos em Outros Segmentos
A crise no mercado de combustíveis também afetou o setor aéreo, com o aumento do preço do querosene de aviação (QAV) impactando diretamente as companhias aéreas. O Ministério de Portos e Aeroportos busca reduzir os impactos da alta internacional do petróleo no setor aéreo, propondo a suspensão temporária de impostos sobre o QAV.
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Revisão do Leilão de Gás de Cozinha
O presidente Lula também se pronunciou sobre a questão do gás de cozinha, anunciando a anulação do leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP) da Petrobras, que havia vendido o produto com preços significativamente superiores aos praticados pela estatal.
O governo avalia que, se a BR Distribuidora não tivesse sido privatizada, poderia ter atuado para controlar o aumento dos preços para os consumidores.
