Ministro Marinho atribui queda de empregos em 2025 à taxa de juros de 15%. Dados do Caged mostram pior resultado desde 2020.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em declarações recentes, atribuiu o desempenho negativo na geração de empregos em 2025 à influência da taxa básica de juros, que atingiu 15% ao ano. A avaliação foi feita em meio à divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontaram um resultado inferior ao registrado desde 2020, ano marcado pela pandemia.
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Marinho argumentou que o impacto dos juros superou o efeito das políticas econômicas implementadas anteriormente. Ele ressaltou que, sob uma perspectiva global da indústria, os juros apresentam um dano mais significativo para o mercado de trabalho.
O ministro enfatizou que os efeitos da alta taxa de juros se concentraram em setores específicos da economia, indicando uma análise detalhada do impacto econômico.
Adicionalmente, Marinho mencionou que medidas de abertura de mercados e planos de apoio aos empresários afetados contribuíram para mitigar parte dos impactos observados no mercado de trabalho.
O Caged registrou 1,28 milhão de vagas formais de trabalho em 2025. Esse número foi resultado de 26,6 milhões de contratações e 25,3 milhões de demissões.
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Os dados representam uma queda de 23% em comparação com 2024, quando foram criados aproximadamente 1,67 milhão de empregos com carteira assinada.
O resultado consolidado para 2025 é o pior desde 2020, ano da pandemia, que fechou com um saldo negativo de 189 mil empregos.
Em dezembro, o saldo foi negativo em 618 mil, um padrão sazonal tradicionalmente observado no final do ano, devido ao encerramento de contratos temporários no comércio e serviços e ajustes de custos por parte das empresas.
Dos postos de trabalho criados em 2025, 78,4% são considerados típicos e 21,6% não típicos. Os principais grupos de trabalho com saldo positivo foram serviços (758,8 mil vagas), comércio (247,1 mil vagas), indústria (144,3 mil vagas), construção (87,8 mil vagas) e agropecuária (41,8 mil vagas).
Todas as 27 unidades da federação registraram saldo positivo em 2025. As maiores quantidades de vagas criadas foram em São Paulo (311 mil), Rio de Janeiro (100,9 mil) e Bahia (94 mil).
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