Lucas Pinheiro Braathen: A Inspiração Brasileira em Busca da Medalha de Inverno!

Lucas Pinheiro Braathen busca a medalha olímpica em Milão-Cortina! O esquiador de origens brasileiras e norueguesas desafia o cenário do esporte de inverno. Conheça a história do atleta que une paixão pelo futebol e busca inspiração para brilhar nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Lucas Pinheiro Braathen: Uma História de Duas Nacionalidades e a Busca por uma Medalha Olímpica

Nesta sexta-feira, 14 de fevereiro de 2026, o Brasil acompanha de perto a trajetória de Lucas Pinheiro Braathen, um esquiador que desafia fronteiras e carrega a esperança de uma primeira medalha olímpica de inverno. Acompanhado de perto na pista do slalom gigante nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, o atleta demonstra uma naturalidade que contrasta com a pressão de representar um país onde o esporte de inverno ainda não é tão popular.

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Uma História de Origens e Escolhas

Filho de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas nasceu em Oslo, mas cresceu dividido entre a Noruega e o interior de São Paulo, onde vive boa parte da família materna. “Eu cresci meu amor pelo esporte aqui no Brasil, jogando futebol na rua de São Paulo”, conta.

Essa conexão com o Brasil, que começou com a paixão pelo futebol, se tornou a base de sua identidade esportiva. As referências vêm do futebol, com ídolos como Ronaldinho, Ronaldo e Neymar, que, segundo ele, contam histórias maiores do que títulos.

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Da Noruega para o Brasil: Uma Aposta Estratégica

Antes de trocar de bandeira, Lucas campeonou pela Noruega, conquistando a Copa do Mundo de slalom na temporada 2022-23. Em 2023, anunciou uma aposentadoria precoce após divergências com a federação norueguesa, envolvendo autonomia e direitos de imagem.

A decisão foi estratégica e simbólica: estratégica porque encontrou mais liberdade para conduzir a carreira, e simbólica porque enxergou a chance de abrir um novo caminho. “Eu queria falar uma coisa que tem uma importância maior do que só resultados.

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Trazer 200 milhões de pessoas para o esporte de inverno é importante. Eu quero ser uma inspiração. Não importa de onde você é. Não existem limitações, só oportunidades.”

Resultados que Confirmam o Favoritismo

A aposta não demorou a dar resultado. Desde que passou a competir pelo Brasil, Lucas colecionou feitos inéditos. Em novembro de 2025, venceu a etapa de Levi, na Finlândia, tornando-se o primeiro brasileiro a conquistar uma prova da Copa do Mundo de esqui alpino.

Em janeiro de 2026, subiu ao pódio em Schladming, na Áustria, consolidando-se entre os líderes do ranking mundial nas provas técnicas. Na temporada atual, chega aos Jogos brigando pelas primeiras posições tanto no slalom quanto no slalom gigante.

O slalom gigante exige precisão e potência. Os atletas descem a montanha em alta velocidade, contornando portas espaçadas em trajetórias amplas. Vence quem soma o menor tempo nas duas descidas. Erros custam caro. Milésimos decidem medalhas.

Identidade e Tradições

Lucas acredita que parte do seu diferencial está justamente na formação híbrida. “A mentalidade brasileira me ajudou a pensar fora da caixa. A achar jeitos novos de treinar, de esquiar. Esse jeito diferente sempre me ajudou nas competições.” Fora das pistas, mantém rituais que reforçam essa identidade.

Sempre que desembarca no país, a parada é quase obrigatória. “A primeira coisa que eu faço quando entro no Brasil é comer pão de queijo e tomar guaraná. Sempre.” Depois vêm o churrasco em família, o brigadeiro, a água de coco. Ele mesmo brinca que retorna à Europa um pouco acima do peso ideal de competição, mas diz que é o preço de se sentir inteiro. “Eu vou estar no jornal no Brasil, e meus avós vão ver o nome do neto deles.

Isso é muito especial.”

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