Novo Diretor Assume o Museu do Louvre em Meio a Desafios
Em uma 4ª feira (25.fev.2026), o presidente francês, (Renascimento, centro), nomeou Christophe Leribault como o novo diretor do Museu do Louvre. Leribault, de 62 anos, sucederá Laurence des Cars, que renunciou na 3ª feira (24.fev.) após meses de pressão sobre a gestão do museu, desencadeada por um roubo ocorrido em outubro de 2025.
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Leribault deixa o cargo de diretor do Palácio de Versalhes, onde atuava desde 2024, para assumir o museu mais visitado do mundo. O anúncio foi feito após uma avaliação cuidadosa da situação, buscando estabilidade e retomada do bom funcionamento da instituição.
O comunicado oficial destaca a prioridade de Leribault: “fortalecer a segurança do edifício, das coleções e das pessoas, restabelecer um clima de confiança e realizar, com todas as equipes, as transformações necessárias no museu”. Leribault possui uma sólida experiência no setor, sendo curador sênior de patrimônio e doutor em história da arte, com especialização na produção do século 18.
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Antes de assumir o Louvre, ele liderou os museus de Orsay e Orangerie, em Paris. Sua trajetória no departamento de artes gráficas do Louvre, onde atuou como diretor adjunto de 2006 a 2012, segundo o Ministério da Cultura, demonstra seu conhecimento e expertise na gestão de instituições culturais de grande porte.
A nomeação de Leribault ocorre em um momento delicado para o museu. A crise se intensificou após o roubo à Galeria Apollo, em outubro de 2025, que resultou na subtração de joias da Coroa Francesa avaliadas em 88 milhões de euros. O incidente expôs falhas significativas no sistema de segurança do museu.
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A situação se agravou com greves recorrentes, iniciadas em meados de dezembro de 2025, motivadas por questões salariais e condições de trabalho. Funcionários apontavam para a superlotação e a falta de pessoal, especialmente nas áreas mais visitadas, como a sala da Mona Lisa.
Além disso, problemas como vazamentos de água e uma investigação sobre fraude de ingressos contribuíram para a crise.
Uma investigação revelou que promotores suspeitam que o esquema de fraude desviou mais de 10 milhões de euros ao longo de uma década. Segundo relatos, guias turísticos teriam reutilizado bilhetes para diferentes grupos, possivelmente com apoio interno.
A situação continua sendo acompanhada de perto pelas autoridades francesas.
